A situação envolvendo a Clinicão em Ponta Grossa, empresa responsável pela gestão do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR), provocou um debate acalorado durante sessão da Câmara Municipal.
O tema ganhou repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra uma ambulância da empresa deixando um cachorro em uma área de mata no bairro Jardim Carvalho.
A discussão no plenário contou também com a presença de protetores independentes e representantes de organizações da sociedade civil ligadas à causa animal, que acompanharam a sessão. Durante as falas dos vereadores, o público reagiu diversas vezes com vaias e aplausos, demonstrando o clima de tensão e a forte mobilização em torno do tema.
Críticas e pedidos de cancelamento do contrato
Durante o debate, o vereador Geraldo Stocco (PV) criticou a permanência da empresa no município e defendeu o encerramento do contrato.
“Não tem mais motivo para essa empresa continuar em Ponta Grossa”, afirmou, sTOCCO
O parlamentar também declarou que, na avaliação dele, existem elementos suficientes para que o contrato seja cancelado.
“A empresa tem todos os requisitos para cancelar o contrato com essa empresa corrupta”, disse.
Troca de críticas no plenário
As declarações geraram reação de vereadores da base aliada do Executivo. O vereador Pastor Ezequiel Bueno (DC) lamentou críticas feitas durante o debate. “Lamento o cidadão me chamar de sem vergonha”, afirmou o parlamentar, referindo-se a uma crítica feita anteriormente pelo vereador Geraldo Stocco.
A troca de posicionamentos evidenciou a divisão entre os parlamentares e ampliou o debate sobre o contrato da empresa responsável pela gestão do CRAR.
Proposta de hospital público para animais
Durante a sessão, o vereador Guilherme Mazzer (PT) também se posicionou sobre o tema e defendeu mudanças na política pública voltada à causa animal no município.
Segundo ele, uma alternativa seria a criação de um hospital público para animais, administrado diretamente pelo poder público.
Mazzer também criticou o valor do contrato relacionado ao serviço.
“22 milhões para prestar um serviço porco”, afirmou, mAZZER
Ao finalizar sua fala, o vereador voltou a criticar a permanência da empresa no município.
“Fora Clinicão, já está mais que na hora”, concluiu.
Debate deve continuar
A repercussão do caso e o clima de confronto registrado na sessão indicam que o tema deve continuar em discussão tanto na Câmara Municipal quanto entre entidades da causa animal e a população de Ponta Grossa.
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