Derrite rejeita apoiar Alcolumbre e pede união da oposição
O senador eleito por São Paulo, Derrite, declarou publicamente que não votará em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Ele defende que a oposição se una em torno de um único candidato conservador. A senadora Damares Alves também criticou negociações envolvendo anistia e apoio político.

O senador eleito por São Paulo, Derrite, anunciou nesta quarta-feira (28) que não apoiará a reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. A declaração foi feita nas redes sociais e reforça a divisão entre partidos de centro-direita e a oposição na disputa pelo comando da Casa em fevereiro de 2027. Derrite defendeu que os senadores de oposição se articulem em torno de um único candidato para enfrentar Alcolumbre.
“Já declarei inúmeras vezes durante a campanha e venho aqui declarar publicamente aos mais de 13 milhões de eleitores aqui do estado de São Paulo que votaram em mim: não votarei em Davi Alcolumbre para presidência do Senado”, afirmou Derrite. A fala marca um posicionamento firme contra o atual presidente do Senado, que busca mais um mandato.
Oposição busca candidatura única
Derrite considera viáveis os nomes dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) para liderar a chapa oposicionista. O parlamentar eleito afirmou que pretende votar em um representante do campo conservador e criticou a atuação de Alcolumbre diante dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na avaliação de Derrite, o Senado precisa exercer suas prerrogativas constitucionais e escolher um presidente comprometido com as pautas defendidas pela oposição. A federação entre PP e União Brasil terá 12 senadores na próxima legislatura, o que pode influenciar o equilíbrio de forças na disputa.
Damares rejeita troca de anistia por apoio
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também descartou apoiar a reeleição de Alcolumbre em troca de uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em declaração à Folha de S.Paulo, Damares criticou a possibilidade de negociar a situação dos condenados em troca de apoio político ao atual presidente do Senado.
“Creio que não temos acordo de trocar vidas por poder. Chega a ser asqueroso”, declarou. A senadora afirmou que continuará defendendo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e de comissões parlamentares de inquérito (CPIs).
Pautas prioritárias da oposição
“Vamos trabalhar pela anistia de todos os presos políticos, o impeachment de alguns ministros da Suprema Corte, CPMIs e CPIs como Banco Master, Roberta Luchsinger, Correios”, afirmou Damares. A lista de prioridades inclui investigações sobre temas sensíveis e a responsabilização de autoridades do Judiciário.
Em outra declaração, Damares disse que a oposição não pretende negociar a situação de Bolsonaro em troca de espaço político. “Não, ninguém vai negociar a vida do presidente da República por poder, não. A gente vai lutar pelo que é direito nosso, anistia e impeachment, sem negociar a vida de ninguém”, declarou.
Impacto na disputa pelo Senado
As declarações de Derrite e Damares indicam um cenário de resistência à reeleição de Alcolumbre, que ainda não confirmou oficialmente sua candidatura. A articulação da oposição em torno de um nome único pode fragmentar o apoio ao atual presidente, especialmente entre senadores de direita e centro-direita.
A federação PP-União Brasil, com 12 senadores, será um bloco relevante na próxima legislatura. A posição de Tereza Cristina, citada por Derrite como possível candidata, ainda não foi oficializada. O impasse sobre a anistia e o impeachment deve dominar os debates nos próximos meses.
O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos dessa disputa e trará novas informações assim que disponíveis.























