Do Woodstock ao Rock in Rio: o rock atravessa gerações, Por John Elvis
Woodstock e Rock in Rio marcaram a história do rock mundial. Veja como festivais, bandas e grandes momentos mantêm o gênero vivo até hoje. 🎸

Existem festivais que são apenas grandes eventos musicais. E existem aqueles que entram para a história. Woodstock e Rock in Rio pertencem a essa segunda categoria.
Voltemos a 1969. No lendário Woodstock, o Creedence Clearwater Revival subiu ao palco na madrugada de 17 de agosto. Era aproximadamente 3 horas da manhã. A banda estava no auge e John Fogerty, com sua voz inconfundível, comandou uma apresentação poderosa, passando por clássicos como Born on the Bayou, Green River, Bad Moon Rising e Keep on Chooglin’.
Curiosamente, o show acabou sendo pouco conhecido durante muitos anos. O horário avançado fez com que boa parte do público estivesse exausta ou dormindo, e Fogerty também não ficou satisfeito com a gravação, que acabou não entrando no filme original de Woodstock.
É uma daquelas ironias da história do rock: enquanto Woodstock dormia, o Creedence estava acordado fazendo história.
Dezesseis anos depois, o Brasil viveria um momento igualmente histórico.
Em janeiro de 1985, o Rio de Janeiro recebia a primeira edição do Rock in Rio. E entre os gigantes escalados estava o Queen.
Freddie Mercury não precisava de grandes efeitos para dominar uma multidão. Bastavam sua voz, seu carisma e aquela presença de palco absolutamente única.
Quando o Queen tocou Love of My Life, milhares de brasileiros cantaram junto, transformando a música em um dos momentos mais emocionantes da história do festival.
E então veio Radio Ga Ga. As mãos do público acompanhando o ritmo da música criaram uma imagem que se tornou uma das marcas registradas do primeiro Rock in Rio.
O Queen realizou dois shows naquela edição, nos dias 11 e 18 de janeiro. E Freddie Mercury descobriu naquele palco algo que os grandes artistas sempre procuram: uma plateia capaz de devolver a energia que recebe.
Mas o tempo passou.
O Rock in Rio cresceu, se modernizou e se transformou em um gigantesco festival internacional. Hoje, além do rock, reúne pop, rap, funk, música eletrônica, sertanejo e muitos outros estilos.
É um evento grandioso, tecnológico e democrático, capaz de reunir diferentes gerações e públicos.
Mas existe uma diferença que muitos roqueiros da velha guarda não conseguem ignorar.
Quem viveu ou acompanhou o Rock in Rio de 1985 lembra de uma época em que o rock era o grande protagonista. Queen, AC/DC, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Whitesnake, Scorpions e tantos outros nomes fizeram daquele festival um verdadeiro templo do rock.
Hoje, muita coisa mudou…
Mas aquela primeira edição tinha algo impossível de repetir: a sensação de que o Brasil estava descobrindo que também podia ser palco para os maiores nomes da história da música.
A tecnologia mudou. O público mudou. Os estilos se multiplicaram.
Porque o rock pode mudar de roupa, atravessar gerações e até dividir espaço com outros estilos.
Mas enquanto houver alguém colocando um disco para tocar, aumentando o volume do rádio e cantando junto… o rock continuará vivo.
AINDA BEM QUE TEM O CLUBE ROCK 🎸 LIGHT
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John Elvis Ribas Ramalho
Radialista, comunicador, apresentador e rockeiro
Colunista do Portal Boca no Trombone
Apresentador do CLUBE ROCK 🎸 LIGHT — Rádio Clube FM 94,1
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