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Nos sábados, o peso da semana canalizado até o momento de escapulir para fora da catraca de registro do ponto, a digital que alforria o resto do corpo. Alguns quilômetros adiante a parada para o almoço. Céu cravejado de densas nuvens a lançar chuva grossa e temperamental. Tempestade. Uma neblina espessa que descia na praça de pedágio e no mal presságio obrigatório na bagagem de viagem. O cenário era de desencorajar e um pouco mais se demorar.
O afã de chegar em casa deu vez à preguiça de encarrar o resto da viagem. Em frente ao restaurante, ele espichou o tempo para, calmamente, comer dois chocolates que, habitualmente seriam engolidos com as mãos ao volante. E a chuva se avolumava e gritava furiosa contra os vidros submissos, pancadas. Após demorar nas mordidas, a retomada, para adiante encontrar a trágica cena: carros amontoados e caminhões em chamas. Cenário caótico e gente que antes dele passou e lá se engalfinhou, cinco dos quais não saíram vivos. Por dois chocolates ele se salvou.
Autoria: Renata Regis Florisbelo
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