Explosão em quartel na Bolívia deixa 2 mortos e 81 feridos
Explosões em regimento militar na Bolívia deixaram dois mortos, sete desaparecidos e 81 feridos. Moradores foram evacuados e a área segue sob investigação.

A cidade de Viacha, na Bolívia, foi palco de uma tragédia na manhã de 4 de setembro de 2026. Duas explosões no Regimento de Artilharia Mecanizada “Bolívar” deixaram ao menos duas pessoas mortas, sete desaparecidas e 81 feridas, segundo o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano. O acidente mobilizou equipes de emergência, forçou a evacuação de moradores e levou o governo a abrir investigação criminal.
Números de vítimas e desaparecidos
Em entrevista coletiva, Justiniano confirmou: “Até agora temos duas pessoas confirmadas como mortas e sete dadas como desaparecidas”. O balanço oficial também aponta 81 feridos, incluindo dois em estado grave. Os mortos e desaparecidos eram militares que serviam na instalação, informou o ministério em comunicado.
Um relatório anterior da polícia registrava duas mortes, sete desaparecidos e 59 feridos, entre eles pelo menos 52 civis. A divergência nos números reflete a dinâmica do atendimento emergencial, com vítimas sendo encaminhadas a diferentes unidades de saúde. Os feridos foram atendidos em diversos centros médicos de Viacha, segundo o ministro da Defesa.
Evacuação e danos à comunidade
Moradores da área foram removidos para um centro de alojamento temporário. “Ainda não é seguro” que retornem às suas residências porque “as casas foram danificadas pela onda de choque”, afirmou Justiniano. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na área afetada, onde dezenas de policiais foram mobilizados para garantir a segurança e auxiliar nas buscas.
Pessoas que buscam por parentes desaparecidos e moradores da região aguardam enquanto militares formam um cordão de segurança. A prefeitura de Viacha decretou luto oficial pelos mortos, em solidariedade às famílias. A medida reflete o impacto comunitário de um acidente que atingiu tanto militares quanto civis.
Reação do governo e investigação
O presidente Rodrigo Paz expressou, na rede social X, sua “profunda solidariedade aos familiares dos falecidos, aos feridos e a todos os moradores afetados pelas explosões”. Ele anunciou ter determinado uma investigação “completa, técnica e transparente”. “Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste evento, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as responsabilidades que possam ser atribuídas”, declarou.
Os promotores abriram uma investigação criminal por homicídio culposo, lesões não intencionais e outros possíveis crimes, segundo o ministério. A apuração busca esclarecer se houve negligência no armazenamento de materiais perigosos e se os protocolos de segurança foram seguidos.
Causas prováveis e material envolvido
Segundo Justiniano, ocorreram duas explosões. A primeira teria envolvido pólvora negra proveniente de equipamentos pirotécnicos armazenados no local. Em seguida, ocorreu uma segunda explosão, “de escala muito maior”, afirmou. “A causa e o material envolvidos nesta segunda explosão ainda estão sendo determinados”, acrescentou.
O Ministério da Defesa esclareceu que nenhum tipo de armamento de guerra explodiu no incidente. A hipótese inicial aponta para a combustão de pólvora negra, mas os peritos ainda trabalham para identificar o que provocou a segunda detonação. De acordo com imagens divulgadas pela mídia local, bombeiros atuavam com caminhões-pipa para resfriar a área.
Operações de segurança e próximos passos
O coronel Roger Roca, porta-voz da polícia, informou que as operações de desminagem continuariam nas próximas horas. “O incidente está sob controle”, garantiu. A prioridade, segundo Justiniano, é humanitária: “Neste momento, nossa prioridade são as pessoas: cuidar dos feridos, apoiar suas famílias e dar continuidade às operações de busca e verificação”.
As buscas por desaparecidos seguem em andamento, com equipes especializadas vasculhando os escombros. A interrupção de energia e os danos estruturais dificultam o trabalho, mas as autoridades mantêm a expectativa de concluir a varredura em breve. O caso segue repercutindo na Bolívia e no exterior, com atenção para as conclusões da investigação.
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