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Fim da escala 6×1 pode ampliar emprego para mulheres e impactar economia no Brasil, diz ministra

Fim da escala 6×1 pode aumentar emprego para mulheres e gerar impactos na economia, segundo ministra Márcia Lopes.

Fim da escala 6×1 pode ampliar emprego para mulheres e impactar economia no Brasil, diz ministra
Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
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O fim da escala 6×1 é considerado uma necessidade atual e pode ampliar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, segundo a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. A proposta ganha força no Congresso Nacional e também nas manifestações do Dia do Trabalhador.

De acordo com a ministra, a mudança na jornada permitirá mais equilíbrio entre vida profissional e pessoal, refletindo diretamente na saúde, nas relações familiares e na organização da vida cotidiana.

Atualmente, o Congresso analisa o Projeto de Lei 1838/2026, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso sem redução salarial. O governo federal solicitou urgência na tramitação da proposta.

Além disso, outras propostas em análise, como as PECs 221/19 e 8/25, também discutem o fim da escala 6×1. Uma comissão especial foi criada para avaliar essas medidas.

Mulheres são as mais impactadas pela escala 6×1

Segundo Márcia Lopes, as mulheres são as principais prejudicadas pelo modelo atual de trabalho. Isso porque, historicamente, acumulam múltiplas jornadas, conciliando emprego formal com tarefas domésticas e cuidados familiares.

Mesmo após o expediente, muitas continuam trabalhando em atividades não remuneradas, o que intensifica a sobrecarga. Com a redução da jornada, a expectativa é que haja maior equilíbrio e mais oportunidades no mercado.

A ministra também destaca que o fim da escala 6×1 pode contribuir para reduzir desigualdades de gênero e ampliar o acesso a melhores condições de trabalho, especialmente para mulheres negras e de regiões periféricas.

Desigualdade salarial ainda é desafio

Dados recentes apontam que mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que homens no setor privado. A legislação atual já prevê igualdade salarial, mas a diferença ainda persiste.

A expectativa é que mudanças estruturais, como a redução da jornada, ajudem a corrigir essas distorções ao longo do tempo.

Impactos para empresas e economia

O fim da escala 6×1 também pode gerar reflexos positivos para empresas, como redução do absenteísmo e melhora na produtividade. Com mais tempo livre, trabalhadores tendem a investir em lazer, consumo e qualificação.

Por outro lado, entidades empresariais apontam possíveis impactos econômicos, como aumento de custos e pressão sobre preços. Ainda assim, estudos indicam que o mercado pode absorver essas mudanças de forma semelhante a reajustes salariais históricos.

Pressão social impulsiona debate

A pauta tem ganhado força com mobilizações sociais, especialmente de grupos de mulheres, que pressionam o Congresso pela aprovação das propostas.

Para o governo, o fim da escala 6×1 representa um avanço social importante, ligado à qualidade de vida, igualdade de oportunidades e desenvolvimento econômico.

Leia mais: Messias defende autocontenção do STF e é aprovado na CCJ do Senado

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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