Gilmar Mendes recua e suspende exclusividade da PGR sobre pedidos de impeachment

Mais Lidas

João Maciel
João Maciel
Jornalista pós-graduado em Produção Textual e Leitura, com grande experiência em assessoria de imprensa, marketing, política e campanhas eleitorais. Coapresentador do BnT News e repórter no Portal BnT Online.
- Publicidade -

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou e suspendeu o trecho de sua liminar que conferia à Procuradoria-Geral da República (PGR) a prerrogativa exclusiva para apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. A nova decisão foi publicada na tarde desta quarta-feira (10), após solicitação protocolada pelo Senado Federal.

A sessão virtual marcada para sexta-feira (12), que analisaria o referendo da liminar, foi retirada de pauta. Em sua decisão, Gilmar Mendes afirmou que a medida inicial estimulou o avanço do projeto de lei que atualiza as regras de impeachment no Congresso, e que os parlamentares passaram a incorporar rapidamente pontos defendidos pelo Supremo.

O projeto, parado desde agosto de 2023, voltou à pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira. A votação, porém, foi adiada para 2026 a pedido do relator Weverton Rocha. O texto restabelece a possibilidade de que OAB, sindicatos e cidadãos — com apoio popular — apresentem pedidos de impeachment. Também fixa prazo de 15 dias para o Senado analisar solicitações e mantém a exigência de dois terços dos votos para abertura de processo, como determinou a liminar de Gilmar.

Leia aqui: Câmara aprova projeto que aprimora o Prata da Casa em Ponta Grossa

- Publicidade -

Segundo o ministro, o debate recente demonstrou “amadurecimento político”, o que justificaria suspender somente a parte da liminar referente à exclusividade da PGR, permitindo que o Congresso finalize sua deliberação com autonomia. Ele destacou ainda que os últimos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco, têm arquivado pedidos de impeachment contra ministros do STF de forma prudente, mesmo sob pressão política.

Gilmar Mendes manteve, porém, dois pontos essenciais da liminar:

  • a exigência de quórum de dois terços para abertura de processo de impeachment;

  • a proibição de usar o mérito de decisões judiciais como fundamentação para pedidos de afastamento.

Na decisão, o ministro afirmou que tais dispositivos são “instrumento de proteção à independência do Poder Judiciário”.

Conheça o nosso canal do Youtube aqui.

O pedido do Senado argumentou que suspender temporariamente a liminar não traria risco institucional, já que não há processos de impeachment em curso contra ministros do STF.

*Texto escrito com informações da CNN Brasil

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTE SOBRE ESSA NOTÍCIA

Por favor digite seu comentário!

- Publicidade -

Últimas Notícias

WhatsApp Entre em nosso
Grupo de Whatsapp

Quer receber as Newsletter BnT?

Cadastre-se e receba um e-mail exclusivo com as principais notícias do Portal Boca no Trombone.

    - Publicidade -
    📢Foco é levar o CEJU aos jovens que ainda não participam 📢Editorial BnT: Ano político chega e os “sumidos” reaparecem. 📢 Abastecimento de água é prioridade e recebe novas obras em Jaguariaíva, afirma prefeito. 📢 Turismo no Paraná bate recordes e consolida estado como um dos principais destinos do Brasil. 📢 Janeiro Branco: psicóloga Gabriela Nabozny explica sinais e cuidados com a saúde mental. 📢 Editorial BnT: a saúde de Ponta Grossa começou a virar a chave. 📢 Liliam Brandalise anuncia que PG receberá três carretas do Ministério da Saúde na próxima semana.