Governo quer definir retomada de Angra 3 ainda em 2026
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta quarta-feira (2.set.2026) que o governo pretende apresentar ainda em 2026 uma definição sobre a retomada das obras de Angra 3. A decisão final caberá ao CNPE. Silveira também defendeu a modernização da Eletronuclear e destacou a importância da energia nuclear na matriz brasileira.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (2.set.2026) que o governo trabalha para apresentar ainda em 2026 uma definição sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3. A decisão caberá ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). A declaração foi dada a jornalistas, sem detalhamento do plano.
“Esse ano, sim. Eu não digo o plano, mas esse ano pode sair”, declarou ao ser questionado sobre a possibilidade de uma decisão em relação à retomada da construção. A fala sinaliza que o Executivo busca destravar o projeto, paralisado há anos, mas ainda depende de aval do conselho.
Ministro quer avançar com Angra 3
Silveira disse que o governo pretende avançar com Angra 3 e modernizar a Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares brasileiras. Segundo o ministro, o tema vem sendo discutido reiteradamente dentro do governo, inclusive na Casa Civil. Mas não detalhou o teor das conversas.
“Nós queremos avançar em Angra 3, queremos modernizar a Eletronuclear. Estamos trabalhando para isso”, afirmou. A declaração reforça o interesse do Executivo em retomar o empreendimento, que pode ampliar a oferta de energia firme no país.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.poder360.com.br
Energia nuclear é fundamental, diz ministro
O ministro também destacou o papel da fonte nuclear na matriz elétrica brasileira. “É muito importante destacar que o Brasil é um país plural do ponto de vista da produção de energia. Energia eólica, energia solar, energia de biomassa, energia térmica, energia nuclear, que é fundamental”, disse.
A fala ocorre em um contexto de busca por segurança energética e diversificação de fontes. A energia nuclear é considerada uma alternativa de geração contínua, complementar às renováveis intermitentes como eólica e solar.
Decisão final cabe ao CNPE
O CNPE é o órgão responsável por definir as diretrizes da política energética nacional. A retomada de Angra 3 depende de uma decisão colegiada que envolve diferentes ministérios. O ministro não informou prazo para a reunião do conselho, mas reiterou que a definição pode sair ainda este ano.
Angra 3 é uma usina nuclear com potência prevista de 1.405 megawatts, localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. As obras foram iniciadas na década de 1980 e interrompidas várias vezes. A conclusão do projeto é debatida há anos devido aos custos e à necessidade de investimentos.
Contexto e próximos passos
A declaração do ministro ocorre em meio a discussões sobre o futuro da geração nuclear no Brasil. O país possui atualmente duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e Angra 2, que respondem por cerca de 2% da matriz elétrica. A conclusão de Angra 3 poderia aumentar essa participação.
O governo não detalhou como financiaria a retomada das obras, nem se haveria parceria com a iniciativa privada. A fonte não detalhou os valores envolvidos ou o estágio atual das negociações. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas após deliberação do CNPE.
Para o leitor, a definição sobre Angra 3 pode impactar o custo da energia no longo prazo e a segurança do abastecimento. A retomada do projeto também movimentaria a cadeia de fornecedores e geraria empregos na região de Angra dos Reis. O portal Boca no Trombone seguirá acompanhando o tema.
Fonte
- www.poder360.com.br
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- CNPE (www.gov.br)
- BNDES (www.bndes.gov.br)
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