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Economia

Inflação desacelera com queda no preço dos alimentos, diz IBGE

Depois de nove meses, alimentos recuam e ajudam inflação a cair, mas alta na energia elétrica impede alívio maior para o bolso do consumidor

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A inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o mês de junho com alta de 0,24%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a quarta desaceleração consecutiva do índice, que desde fevereiro vem apresentando taxas menores: 1,31% em fevereiro; 0,56% em março; 0,43% em abril; e 0,26% em maio.

A principal influência para essa perda de força foi a primeira queda no grupo alimentação e bebidas após nove meses, com recuo de 0,18%. O alívio no bolso dos consumidores veio especialmente da alimentação no domicílio, que teve retração de 0,43%, puxada pelos preços do ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). A melhora na safra atual contribuiu para a maior oferta e queda de preços, segundo explicou o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

Apesar da boa notícia, o subitem que mais pressionou o índice foi a energia elétrica, com alta de 2,96%, impactando em 0,12 ponto percentual (p.p.) do IPCA de junho. O aumento foi impulsionado pela adoção da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em cidades como Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Ainda segundo o IBGE, sem o impacto da conta de luz, a inflação de junho teria ficado em 0,13%.

Outro destaque foi o grupo transportes, que registrou alta de 0,27% com impacto de 0,05 p.p., mesmo com queda nos combustíveis (-0,42%). O que puxou o grupo para cima foi a forte alta no transporte por aplicativo, que subiu 13,77% no mês.

O índice de difusão – que mede o percentual de itens com aumento de preços – ficou em 54%, o menor desde julho de 2024. Em abril deste ano, esse indicador chegou a 67%.

Inflação acumulada segue acima da meta

Mesmo com a desaceleração, o IPCA acumulado em 12 meses segue em 5,35%, acima do teto da meta do governo, que é de 4,5%. Este é o sexto mês consecutivo em que o índice ultrapassa esse limite, o que configura um estouro da meta. Em abril, o acumulado chegou ao maior nível do ano: 5,53%.

INPC também desacelera, mas segue elevado

O IBGE também divulgou o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O índice ficou em 0,23% em junho e acumula alta de 5,18% nos últimos 12 meses.

Os alimentos têm peso maior no INPC (25%) do que no IPCA (21,86%), refletindo a maior sensibilidade da população de baixa renda à variação dos preços da cesta básica. Já itens como passagem aérea têm peso menor no INPC.

O acumulado do INPC é um dos principais indicadores utilizados como referência para reajustes salariais de diversas categorias ao longo do ano.

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Eduardo Freitas
Autoria
Eduardo Freitas
Jornalista, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Santa Amélia (UNISECAL). Com ampla experiência em veículos de comunicação, já atuou em televisão, rádio e portais de notícias. Atualmente, é repórter do Portal BnT e integra o time de apresentadores do BnT News, onde se destaca pela versatilidade e compromisso com a informação de qualidade.
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