Janeiro Branco: psicóloga Gabriela Nabozny explica sinais e cuidados com a saúde mental

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João Maciel
João Maciel
Jornalista pós-graduado em Produção Textual e Leitura, com grande experiência em assessoria de imprensa, marketing, política e campanhas eleitorais. Coapresentador do BnT News e repórter no Portal BnT Online.
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O Janeiro Branco esteve em pauta em uma entrevista com a psicóloga Gabriela Nabozny, nesta quarta-feira (14), que falou sobre a importância de olhar para a saúde mental logo no início do ano, período em que muitas pessoas sentem pressão por metas, mudanças de ciclo e cobranças pessoais.

No início da conversa, a profissional explicou o conceito da campanha e a intenção de chamar atenção para o tema.

“O janeiro branco veio como uma intenção de atrair atenção para o cuidado da saúde mental. Então, foi criada essa campanha em 2014, por um psicólogo aqui do Brasil mesmo, com a intenção do branco para representar como se fosse uma folha em branco em que a gente pudesse, a partir dela, adotar novas medidas de autocuidado, principalmente direcionadas a parte da saúde mental, e já engajando no janeiro, que é o mês que as pessoas estão com essa intenção também de recomeço, de adotar novos hábitos, metas, planos.”

A entrevista também abordou como o início do ano pode impactar emocionalmente quem se sente pressionado por resultados ou objetivos não cumpridos. Gabriela alertou que metas devem servir como direção, e não como motivo de rigidez e culpa.

“Vem muito, às vezes, essa questão de metas. Eu sempre falo com os pacientes, a intenção das metas é puro direcionamento, para a gente saber quais os caminhos seguir até onde a gente quer chegar, ter essa noção de um planejamento, objetivos, mas tomar muito cuidado para que as metas não se tornem essa autocobrança muito rígida. Porque para a gente realizar algum sonho, alguma meta, um objetivo, não depende muitas vezes só da gente.”

Na sequência, ela explicou que sinais de que a saúde emocional não vai bem podem surgir tanto no corpo quanto no comportamento e nos pensamentos.

“A gente consegue observar tanto no corpo, quanto no mental, no emocional mesmo. No corpo, ali na parte fisiológica, é importante sempre estar atento a questões de sono, da alimentação, como está o padrão alimentar, o cansaço físico, às vezes sinais de queda de cabelo. A gente consegue ver o estresse se manifestando de várias formas também.” E completou: “Como no mental, a gente consegue ver o desânimo, o cansaço mental, às vezes uma tristeza que parece que não está contextualizada, muita ansiedade, enfim, vários sinais que a gente consegue perceber um pensamento acelerado, muita preocupação.”

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Outro ponto da entrevista foi a resistência de parte da população em buscar acompanhamento psicológico. Para a psicóloga, ainda existe estigma e desinformação sobre o tema.

“A gente fala que a psicologia ainda é uma ciência muito nova. Então, ainda vem acompanhada daquele estigma de que psicóloga é pra louco. E não.” Ela explicou que a terapia também pode ser procurada para autoconhecimento, autoestima e relações interpessoais: “Eu tenho acompanhamento com pacientes que vão buscar pra autoconhecimento, pra autoestima, pra melhorar as relações interpessoais, pra melhorar a maneira como lidam com as emoções.”

Na rotina corrida, Gabriela citou atitudes simples que ajudam a preservar a saúde mental, destacando o cuidado com o corpo e com o descanso.

“Falo super sobre investimento em qualidade de vida. Falo sobre uma tríade ali que é sono, alimentação e exercício físico. Pra cuidar do físico, que o físico e o mental estão super ligados. Então, um acaba influenciando o outro.” Ela também reforçou a importância do lazer: “E também momentos de lazer, de descanso, muito importante. A gente tá numa era da produtividade, daquela frase, trabalha enquanto eles dormem. E não, né? Durma também.”

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A psicóloga orientou que a busca por ajuda pode ser considerada quando o desconforto emocional se torna frequente, intenso ou passa a atrapalhar o dia a dia.

“Dá pra perceber, assim, quando as emoções, a maneira como ela se sente, acaba ficando, esse desconforto emocional acaba sendo muito frequente ou muito intenso, ou então tá atrapalhando em funções do dia-a-dia, seja no sono, no trabalho, nas próprias relações, na socialização.”

Ao final, Gabriela deixou uma mensagem direta ao público, reforçando que pedir ajuda não é fraqueza e que a prevenção é essencial.

“Voltamos, né, nessa questão de que a busca pela ajuda psicológica, ela não deve ser vista como uma fraqueza, né? Ou como expor uma vulnerabilidade, por exemplo, né? Ela exige coragem, então eu sempre falo que no final das contas ela representa uma força, né? Então não deixe pra última hora, não deixe pra quando já estiver em crise, né? A gente procura fazer o trabalho de prevenção pra que não chegue a esse ponto extremo, né? E precisando, estamos aí.”

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