Justiça solta acusado em caso de homem morto a tiros após emboscada em PG
Defesa informou que a Justiça concedeu liberdade com medidas cautelares nesta quinta-feira (29); outros dois acusados permanecem presos

Um dos três acusados de envolvimento na morte de Luiz Rafael Buturre dos Santos, em Ponta Grossa, teve a soltura determinada pela Justiça nesta quinta-feira (29), conforme informou sua defesa. O crime ocorreu em agosto, na região do Planalto. Os outros dois acusados permanecem presos, segundo informação repassada à reportagem.
De acordo com a nota encaminhada pela defesa, representado pelo advogado Piero Mocelim, a decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. O documento não especifica quais obrigações foram impostas ao acusado. Os nomes dos envolvidos serão preservados.
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Luiz Rafael foi encontrado sem vida com sinais de agressões físicas e ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Conforme o Ministério Público do Paraná (MPPR), o homicídio aconteceu em 28 de agosto, entre as 19h30 e as 21h, em uma estrada rural na região do Planalto.
Defesa nega participação no homicídio
Na nota, a defesa afirma que o pedido de liberdade foi fundamentado na análise das provas, no acompanhamento das investigações e em diligências realizadas no local dos fatos. Segundo os advogados, os elementos apresentados demonstraram que a manutenção da prisão preventiva era desnecessária. A defesa também sustenta que seu cliente não participou do homicídio.
“Reafirmamos que nosso constituinte não teve participação no homicídio”, diz um trecho do posicionamento. A soltura anunciada não representa absolvição. O acusado permanece sujeito às determinações judiciais, enquanto a apuração de sua responsabilidade segue no processo.
Ministério Público aponta emboscada e suspeita infundada
No aditamento à denúncia, juntado ao processo em 16 de outubro, o Ministério Público apresenta a acusação contra três pessoas e descreve que a vítima teria sido atraída para uma emboscada. Segundo a versão da Promotoria, um dos acusados teria utilizado uma relação de amizade com Luiz Rafael para convencê-lo a entrar em um automóvel, sob o pretexto de saírem para beber.
A vítima teria sido levada até um trecho isolado, onde ocorreram as agressões e os disparos.
Ainda conforme a denúncia, o crime teria sido motivado por vingança relacionada a um furto. O MP sustenta que Luiz Rafael foi morto por engano, com base em suspeitas infundadas. Os três foram denunciados por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Essas são as acusações apresentadas pelo Ministério Público e ainda dependem de julgamento.
























