Lacombe vê chance de impeachment de Moraes não desperdiçada
O escritor Francisco Escorsim defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que a permanência do magistrado abala a credibilidade da Corte. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ironizou os mais de 109 pedidos protocolados. Enquanto isso, Moraes e Mendonça não interagiram em sessão nesta quarta-feira (2).

O debate sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou novo capítulo nesta semana. O escritor Francisco Escorsim afirmou que a permanência do magistrado no cargo compromete a credibilidade da Corte e defendeu que a chance de afastamento não pode ser desperdiçada. A declaração ocorre em meio a um cenário de pressão política e jurídica, com mais de 109 pedidos de impeachment protocolados no Senado.
Na terça-feira (1), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ironizou a quantidade de solicitações. Para ele, a conduta de protocolar tantos pedidos “não é normal” em uma democracia. A fala sinaliza resistência do comando da Casa em dar andamento aos processos contra o ministro.
Escritor aponta risco à legitimidade do STF
Francisco Escorsim foi enfático ao avaliar a situação do ministro. “Pela moralidade pública, Moraes não reúne mais as condições para permanecer no cargo. A própria permanência arrebenta com a credibilidade e legitimidade do STF, colocando em risco até o cumprimento das decisões da Corte”, avaliou. A declaração reflete a insatisfação de setores da sociedade com a atuação do magistrado, especialmente em inquéritos sensíveis.
A fala de Escorsim ganha relevância porque o escritor é conhecido por análises críticas sobre o Judiciário. Ele não detalhou, porém, quais seriam os próximos passos para viabilizar o impeachment. A fonte não detalhou se há apoio parlamentar suficiente para avançar com o processo.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.gazetadopovo.com.br
Senado ironiza volume de pedidos
Davi Alcolumbre, por sua vez, adotou tom de descrédito em relação aos pedidos. O presidente do Senado disse que a conduta de protocolar mais de 109 solicitações “não é normal” em uma democracia. A declaração foi feita na terça-feira (1), um dia antes da sessão do STF em que Moraes e Mendonça não interagiram.
A postura de Alcolumbre indica que o Senado pode não priorizar a análise dos pedidos. Cabe ao presidente da Casa decidir se acolhe ou arquiva as solicitações. Até o momento, não há sinalização de que algum pedido será pautado.
STF decide rumo das investigações
Para que as apurações contra Moraes avancem, caberá ao próprio STF decidir a respeito de um processo de investigação. O magistrado tem seus aliados eternos, como os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, mas pode enfrentar resistência. A composição da Corte é um fator determinante para o desfecho do caso.
A possibilidade de resistência interna não foi detalhada. A fonte não detalhou quais ministros poderiam se opor a uma investigação contra Moraes. No entanto, a menção a aliados e a possível resistência sugere um cenário de divisão na Corte.
Sessão sem interação entre ministros
Nesta quarta-feira (2), Moraes e Mendonça se sentaram lado a lado, nas poltronas que sempre ocupam na Corte. Os dois não interagiram ao longo da sessão em que foram analisados processos tributários previamente pautados. O clima entre os ministros não foi comentado por nenhum dos envolvidos.
A ausência de interação pode ser interpretada como sinal de tensão, mas não há confirmação oficial. A fonte não detalhou se houve algum desconforto entre os ministros. O episódio ocorreu em meio à pressão pelo impeachment de Moraes.
O que está em jogo
O debate sobre o impeachment de Moraes envolve questões institucionais delicadas. A legitimidade do STF e o cumprimento de suas decisões são apontados como riscos caso o ministro permaneça no cargo. Por outro lado, o Senado sinaliza que não vê normalidade no volume de pedidos.
O desfecho depende de articulações políticas e jurídicas. A sociedade acompanha o caso de perto, já que a estabilidade das instituições é um tema de interesse nacional. O Portal Boca no Trombone seguirá atualizando as informações conforme novos desdobramentos.
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