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MP arquiva participação de investigado em caso da morte de grávida em Ponta Grossa

MP arquiva investigação contra Igor Ryan no caso da morte de grávida em Ponta Grossa. Processo segue contra três denunciados pelo crime.

MP arquiva participação de investigado em caso da morte de grávida em Ponta Grossa
Arquivo BnT
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O Ministério Público do Paraná decidiu arquivar a participação do investigado Igor Ryan Camargo Batista no inquérito que apura o caso da morte de grávida em Ponta Grossa, ocorrido no dia 1º de fevereiro deste ano, no bairro Neves. A decisão foi apresentada na denúncia encaminhada à Justiça e aponta ausência de indícios suficientes para sustentar uma acusação formal contra o investigado.

O caso ganhou grande repercussão após a jovem Susana Ferreira Correia, que estava grávida de aproximadamente quatro meses, ser atingida por um disparo de arma de fogo dentro da própria residência, localizada na Rua Levi Marques Pereira. Segundo as investigações, o tiro teria sido direcionado a Allan Diego Padilha, mas acabou atingindo Susana na cabeça.

A vítima chegou a ser socorrida após o disparo, mas morreu dois dias depois em decorrência dos ferimentos. Em razão da gestação, também ocorreu o óbito do feto.

Na denúncia oferecida à Justiça, o Ministério Público acusou Samuel da Silva Gravonski, Mario Gravonski Junior e Vitor Simões da Silva pela participação no crime. De acordo com a investigação, os suspeitos teriam invadido a residência com a intenção de matar Allan Diego Padilha, motivados por vingança relacionada à morte do pai de dois dos denunciados, ocorrida em 2008.

Durante a ação, Allan teria entrado em luta corporal com um dos envolvidos. Nesse momento, foi efetuado um disparo de arma de fogo que, por erro na execução, acabou atingindo Susana Ferreira Correia.

Já em relação ao investigado Igor Ryan Camargo Batista, o Ministério Público entendeu que não existem elementos suficientes para sustentar a acusação. Conforme a manifestação da promotoria, o investigado apresentou um álibi considerado consistente, confirmado por provas testemunhais e técnicas que indicam que ele estava em outro local no momento do crime.

Segundo o documento, o único elemento que mencionava Igor seria a confissão extrajudicial de um corréu, sem outras provas que corroborassem a versão. Diante disso, a promotoria concluiu que não há lastro probatório mínimo para oferecer denúncia contra ele.

O advogado Renato Tauille, responsável pela defesa, afirmou que a decisão confirma o que já vinha sendo sustentado desde o início das investigações.

“Desde o começo afirmamos que Igor não teve qualquer participação no crime. O próprio Ministério Público reconheceu que não há provas contra ele e que o álibi apresentado é consistente. A decisão restabelece a verdade dos fatos”, afirmou o advogado.

Tauille também destacou que a defesa colaborou com as autoridades durante toda a investigação.

“A defesa sempre esteve à disposição para esclarecer todos os pontos necessários. A conclusão do Ministério Público demonstra que não havia elementos mínimos para responsabilizar Igor”, disse.

Apesar do arquivamento em relação ao investigado, o Ministério Público ressalta que a decisão não impede a reabertura das investigações, caso surjam novas provas, conforme prevê o artigo 18 do Código de Processo Penal e entendimento do Supremo Tribunal Federal.

O processo, no entanto, segue normalmente em relação aos demais denunciados, que permanecem presos preventivamente e respondem pelos crimes apontados na denúncia apresentada à Justiça.

Leia também: Justiça reconhece novas provas e determina a liberdade de Igor Ryan no caso da gestante baleada em PG

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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