A Prefeitura de Ponta Grossa intensificou as ações de combate à dengue antes mesmo do período mais crítico do verão. Desde dezembro, equipes da Fundação Municipal de Saúde iniciaram a instalação das armadilhas de oviposição, conhecidas tecnicamente como ovitrampas, em regiões estratégicas do município.
Além das áreas já contempladas, a FMS confirmou um fato novo: na segunda quinzena de janeiro, novas armadilhas serão instaladas em outros pontos da cidade, ampliando o monitoramento do mosquito Aedes aegypti e fortalecendo o mapeamento da presença do vetor em Ponta Grossa.
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As ovitrampas funcionam como um método de vigilância entomológica. Elas “atraem” as fêmeas do mosquito para a postura de ovos, que depois são recolhidos e analisados em laboratório. Para garantir a correta instalação e o acompanhamento das armadilhas, agentes comunitárias de saúde realizam visitas domiciliares, explicam a ação aos moradores e instalam os dispositivos nos locais definidos.
“A população pode ficar tranquila quanto à segurança da ação. Por isso, é fundamental que quem puder receba nossas equipes e esclareça todas as dúvidas”, destaca o diretor de Vigilância em Saúde da FMS, Cleiber Flores.
Primeira etapa já alcança diversos bairros
Na fase inicial do trabalho, equipes visitaram residências nas regiões da Vila DER, Jardim Paraíso, Vila Odete, Núcleo Pitangui, Lagoa Dourada, Santa Maria, Vila Cipa, Bonsucesso, São José, Santa Terezinha, Núcleo Rio Verde e no distrito do Guaragi.
Segundo o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Leandro Inglês, a meta é ambiciosa. “Até o final de janeiro, nosso objetivo é instalar ovitrampas em todos os bairros de Ponta Grossa. Com a ampliação prevista para a segunda quinzena, vamos reforçar ainda mais esse mapeamento estratégico”, explica.
Como funciona a armadilha
As ovitrampas são instaladas a até 1,5 metro do chão, em locais sombreados, protegidos da chuva e fora do alcance de crianças e animais. Dentro do recipiente é colocada uma mistura de água com atrativo à base de levedura, que chama a atenção das fêmeas do Aedes aegypti. Cada armadilha pode atrair mosquitos em um raio de até 300 metros.
Após uma semana, o agente retorna ao imóvel, retira a palheta com os ovos e coloca uma nova. O material coletado é encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses, onde passa por contagem e análise. Depois de sete dias, a armadilha é desinstalada, havendo uma pausa de duas semanas antes do início de um novo ciclo.
A Prefeitura reforça que, além do monitoramento com armadilhas, a colaboração da população continua sendo essencial, com a eliminação de focos de água parada em quintais e residências.
*Com informações da assessoria


















