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lula pix
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (2), que o Pix brasileiro oferece mais vantagens em comparação com sistemas de empresas norte-americanas de pagamentos eletrônicos. Durante evento realizado em Catalão (GO), Lula destacou a importância da tecnologia nacional e afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana”.

A declaração ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) fazer críticas ao sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. Segundo o órgão norte-americano, o Pix prejudicaria “injustamente” empresas como MasterCard, Visa e WhatsApp Pay.

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Com uma infraestrutura pública e gratuita, o Pix passou a movimentar um volume de recursos superior ao de bandeiras tradicionais de cartões de crédito.

“O Pix assusta eles”, declarou Lula. O presidente afirmou ainda que chegou a sugerir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adoção de um modelo semelhante no país norte-americano.

“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou.

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O relatório do USTR, divulgado na noite de segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano pelo governo de Donald Trump sobre supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os Estados Unidos. O documento também sugere, entre outras medidas, uma taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

O governo brasileiro e as empresas envolvidas poderão apresentar manifestações sobre o relatório final até o dia 15 de julho, quando os Estados Unidos poderão avaliar a adoção de possíveis “medidas corretivas”.

Negociações comerciais

Lula também comentou a relação comercial entre os dois países e afirmou que havia uma negociação em andamento. Segundo ele, em maio, durante encontro na Casa Branca, ficou acordado com Donald Trump um prazo de 30 dias para que representantes dos dois governos buscassem um entendimento.

Na ocasião, o presidente brasileiro afirmou ter apresentado documentos sobre a relação comercial entre os países. De acordo com Lula, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam superávit comercial de US$ 415 bilhões na relação com o Brasil.

O presidente brasileiro também disse esperar uma conversa com Trump para tratar das recomendações apresentadas pelo USTR.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, declarou Lula.

*Informações: Agência Brasil

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