Ponta Grossa

Projeto mapeia fachadas com platibandas em imóveis do Centro de PG

Assessoria
As platibandas são ‘muretas’ que escondem o telhado e as calhas das edificações, sua função é auxiliar no escoamento das águas da chuva

Você já reparou nas construções históricas que estão ao seu redor? Observou seus detalhes, cores e formatos? O projeto ‘Fachadas e Platibandas – Outros Olhares para o Patrimônio de Ponta Grossa’, criado pela produtora cultural e doutoranda em Geografia Marcela Bettega, iniciou um mapeamento das platibandas existentes em imóveis da região Central de Ponta Grossa, com incentivo da Lei Paulo Gustavo. O processo pode ser acompanhado pelo Instagram @fachadaseplatibandaspg.

As platibandas são ‘muretas’ que escondem o telhado e as calhas das edificações, muito comuns em prédios a partir da segunda metade do século XIX. Sua função é auxiliar no escoamento das águas pluviais, porém, devido sua aparência, ela também serve como forma de ornamentação das fachadas, podendo ser divididas em duas categorias: as vazadas e as cegas. “As edificações com platibandas decoradas e enfeitadas são bastantes comuns em algumas cidades, tão comuns que os olhos não veem, muitas vezes sequer são consideradas oficialmente patrimônio cultural por serem obras de construtores anônimos cuja intenção talvez fosse simplesmente conferir beleza a si e aos seus”, explica a pesquisadora.

Em Ponta Grossa, há diversos imóveis com este ornamento, reconhecido como “um dos aspectos mais brasileiros das artes visuais”, porém, ainda sem mapeamento. O projeto, portanto, parte da pesquisa de campo para realizar um inventário fotográfico dos exemplares arquitetônicos ainda existentes e gerar um e-book para consulta digital, além de uma exposição que irá circular por espaços públicos da cidade. A ação tem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Por não estarem sob proteção administrativa individual, muitas dessas edificações sofrem risco iminente de ruína. A relevância desse projeto é justamente realizar a documentação de modo a servir como um registro, quase uma salvaguarda de memória para que esta não seja completamente apagada pelas transformações urbanas”, afirma Marcela. Todo o percurso é feito através de caminhadas pelas ruas, possibilitando o mapeamento de toda a região central da cidade.

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Identidade visual e acessibilidade

A curadoria do inventário e da exposição será assinada pela artista visual Rute Yumi, que também é responsável pela ilustração do projeto. De acordo com ela, suas inspirações para o desenho que dá vida à identidade visual são os registros das platibandas mais recorrentes na cidade. “Escolhi os formatos pela simplicidade e também pela frequência que eles aparecem em Ponta Grossa. Pensei em algo que fosse bem marcante da cidade, como a casa das irmãs Boklas, e tentei demonstrar a diversidade de formas presentes nesse elemento arquitetônico”, comenta.

Além do inventário digital e da exposição física, o projeto também conta com a consultoria de acessibilidade da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (APADEVI). Será produzida uma versão do inventário em formato de audiolivro e também a exposição de fotografias acessíveis, com impressões em alto relevo, para garantir o conforto tátil e favorecer a leitura das imagens. A exposição está prevista para o segundo semestre deste ano.

O projeto ‘Fachadas e Platibandas – Outros Olhares para o Patrimônio de Ponta Grossa’, realizado por Marcela Bettega (Capella – Turismo, Eventos e Cultura), conta com o incentivo da Lei Paulo Gustavo, através de recursos do Ministério da Cultura – Governo Federal, operacionalizado em Ponta Grossa pela Secretaria Municipal de Cultura. A produção executiva é da Inspire Projetos Criativos, curadoria de Rute Yumi e comunicação da Estratégia Projetos Criativos.

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