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Política

Psol pede suspensão de bônus que premia policiais por matar criminosos

Na petição, o partido pede uma liminar (decisão urgente) para suspender imediatamente o pagamento do bônus

Psol pede suspensão de bônus que premia policiais por matar criminosos
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O Diretório Nacional do Psol entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) para tentar suspender a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Rio de Janeiro que prevê premiação a policiais civis que se destaquem, entre outros critérios, pela morte de criminosos.

A ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, já que o tema se relaciona com a ADPF das Favelas, processo que discute a letalidade policial no estado.

Na petição, o partido pede uma liminar (decisão urgente) para suspender imediatamente o pagamento do bônus. O Psol afirma que a medida é “inconstitucional na forma e no conteúdo”, classificando o benefício como um “incentivo financeiro à violência policial”.

O partido argumenta ainda que a gratificação já nasce inconstitucional, uma vez que foi criada a partir de projeto da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e não do Poder Executivo. Pela Constituição, apenas o Executivo pode propor leis que gerem despesas relacionadas à folha de pessoal.

Entenda o caso

A bonificação está prevista na Lei Estadual nº 11.003/2025, aprovada em outubro do ano passado. A norma reestrutura o quadro de servidores da Polícia Civil e, em seu artigo 21, estabelece bônus que vão de 10% a 150% do salário. Entre as hipóteses de pagamento estão: vitimização em serviço, apreensão de armamento pesado e a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo foi vetado integralmente pelo governador Cláudio Castro, sob o argumento de que não havia previsão orçamentária. Porém, em dezembro, o veto foi derrubado pela Alerj — inclusive com apoio do líder do governo na Casa, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil).

Diversos órgãos já haviam alertado para problemas legais e constitucionais na proposta. Antes mesmo da aprovação, a Defensoria Pública da União (DPU) publicou uma nota técnica classificando a gratificação como estímulo a confrontos letais entre policiais e suspeitos. A entidade também criticou o termo “neutralização”, considerado vago e violador da dignidade da pessoa humana.

Com a ação do Psol, caberá agora ao STF decidir se manterá a bonificação em vigor ou se irá suspender o dispositivo até o julgamento final da constitucionalidade da lei. (As informações são da Agência Brasil)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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