Os ministros deixam governo para eleições 2026 nas próximas semanas, em um movimento estratégico que pode alterar o equilíbrio político nacional e influenciar diretamente articulações regionais, incluindo no Paraná.
Cerca de 20 integrantes do primeiro escalão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem se afastar de seus cargos até o dia 4 de abril, prazo final para a desincompatibilização — exigência legal para quem ocupa função pública e pretende disputar as eleições de outubro. Apesar da data limite próxima, ainda há incertezas sobre quais nomes, de fato, entrarão na corrida eleitoral.
O cenário mais complexo se concentra em São Paulo, onde ao menos quatro ministros são cotados para disputar vagas no Senado. Um dos principais movimentos já confirmados foi a oficialização do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como pré-candidato ao governo paulista.
Outra peça importante nesse tabuleiro é a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Ela deve concorrer ao Senado, mas enfrenta uma mudança significativa em sua trajetória política. Após décadas no MDB, a ministra anunciou sua saída da sigla, que decidiu apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas. Tebet deve se filiar ao PSB, consolidando uma articulação que já vinha sendo construída internamente.
A disputa pela segunda vaga ao Senado em São Paulo segue indefinida e envolve nomes de peso do governo federal. Entre eles está o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Apesar de ser cotado, Alckmin sinalizou preferência por permanecer como vice em uma eventual candidatura à reeleição de Lula.
O próprio presidente já indicou que deseja manter Alckmin na chapa, mas ressaltou que a decisão dependerá da estratégia eleitoral mais ampla. A avaliação interna é de que o posicionamento de cada liderança deve considerar onde há maior potencial de contribuição política.
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