Salários: presidente da Câmara diz que vereadores podem devolver parte do salário após projeto de salário mínimo
Nesta semana, o presidente da Câmara, Julio Küller, comentou o assunto durante sessão no Legislativo e afirmou que os parlamentares que desejarem podem devolver parte dos salários aos cofres públicos

Segue repercutindo na Câmara Municipal de Ponta Grossa a proposta protocolada pelo vereador Paulo Balansin que prevê a redução do subsídio dos vereadores para um salário mínimo na próxima legislatura.
Nesta semana, o presidente da Câmara, Julio Küller, comentou o assunto durante sessão no Legislativo e afirmou que os parlamentares que desejarem podem devolver parte dos salários aos cofres públicos.
“Eu quero dizer a todos os vereadores, enquanto presidente da mesa, que a instituição aceita a devolução dos salários. A partir de agora, desse momento, aqueles que quiserem ganhar o salário mínimo é só fazer a devolução e volta para os cofres, não da Câmara e sim da prefeitura. Pode ser usado daí em qualquer outra coisa”, declarou Küller.
A proposta apresentada por Balansin ganhou repercussão após o sistema legislativo da Câmara indicar inicialmente que todos os vereadores apareciam como signatários do projeto. A situação gerou questionamentos nos bastidores e também entre moradores nas redes sociais.
Posteriormente, 13 vereadores informaram que não haviam assinado a proposta e que não autorizaram inclusão como apoiadores do texto.
Diante da repercussão, o diretor do Departamento de Processo Legislativo da Câmara, Pietro Arnaud, explicou ao Portal BnT que o sistema utilizado pela Casa possui limitações e pode registrar automaticamente os vereadores nos projetos em tramitação.
“É que o sistema é ruim nesse sentido. Ele autoriza lançarem coisas com assinaturas de todos os vereadores quando na realidade não são todos apoiando”, afirmou Arnaud ao BnT.
O projeto segue em tramitação nas comissões temáticas da Câmara Municipal e ainda deve passar por análise antes de eventual votação em plenário.
A proposta de redução dos subsídios movimentou o debate político em Ponta Grossa nos últimos dias, dividindo opiniões entre parlamentares e população sobre remuneração no serviço público e funcionamento do Legislativo municipal.
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