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UEPG em Ponta Grossa desenvolve milho mais doce e produtivo com potencial para agricultura familiar

Novas variedades de milho UEPG Ponta Grossa prometem mais produtividade, sabor superior e benefícios à agricultura familiar.

UEPG em Ponta Grossa desenvolve milho mais doce e produtivo com potencial para agricultura familiar
Foto: Jéssica Natal
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Pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa avançaram no desenvolvimento de novas variedades de milho que podem impactar diretamente a produção agrícola regional.

O projeto, conduzido ao longo de mais de 20 anos, resultou em dois materiais inéditos: o milho verde de base crioula e o milho superdoce, ambos com foco em produtividade e sabor.

Milho UEPG Ponta Grossa ganha destaque pela inovação

As novas cultivares foram obtidas por meio de técnicas de melhoramento genético baseadas em seleção recorrente, processo que envolve sucessivos ciclos de plantio e escolha das melhores espigas. Esse método permitiu ganhos significativos tanto em qualidade quanto em rendimento.

O milho verde de base crioula passou por nove ciclos de seleção, evoluindo de uma versão original com grãos pequenos e coloridos para espigas maiores, com grãos mais uniformes e visualmente atrativos. Já o milho superdoce, ainda em fase de aprimoramento, apresenta uma característica genética que impede a conversão de açúcar em amido, tornando-o até oito vezes mais doce que o milho convencional.

Impacto direto na agricultura familiar

Um dos principais diferenciais do milho UEPG Ponta Grossa está na sua aplicação prática. Por serem variedades de polinização aberta, os materiais permitem que pequenos produtores reutilizem sementes, reduzindo custos e aumentando a autonomia no campo.

Além disso, o ciclo de florescimento não uniforme facilita o escalonamento da colheita, o que pode garantir renda contínua ao agricultor. Outro benefício é o aproveitamento completo da planta, incluindo uso na alimentação animal e cobertura do solo.

Qualidade e sabor como diferenciais

As espigas desenvolvidas apresentam padrão técnico elevado, com cerca de 15 centímetros de comprimento e grãos mais profundos. No entanto, o grande destaque está na experiência gastronômica: sabor mais intenso, textura diferenciada e maior sensação de saciedade, características que podem conquistar o consumidor final.

Próximas etapas e expectativa de mercado

Antes de chegar ao mercado, as variedades ainda passarão por testes comparativos e processos de registro junto ao Ministério da Agricultura. A expectativa é que o milho crioulo melhorado esteja disponível comercialmente em até dois anos.

Os pesquisadores também estudam nomes comerciais que valorizem a identidade da UEPG, reforçando o vínculo com a região dos Campos Gerais.

Leia mais: Ponta Grossa se consolida como potência na produção de caqui no Paraná

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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