Vereador questiona adiamento do projeto de ecopontos na Câmara de Ponta Grossa
Pedido de vista apresentado pelo líder do governo, vereador Pastor Ezequiel, suspendeu temporariamente a análise da proposta de autoria de Fábio Silva

A votação do projeto que pretende criar uma Política Municipal de Ecopontos em Ponta Grossa foi adiada durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na quarta-feira (22). O Projeto de Lei nº 188/2026 saiu da ordem do dia após um pedido de vista apresentado pelo líder do governo na Casa, vereador Pastor Ezequiel.
Autor da proposta, o vereador Fábio Silva lamentou o adiamento e afirmou que o projeto poderia contribuir para a organização urbana e para a destinação adequada de resíduos no município.
- Leia também: Parque Vila Velha celebra o aniversário de Mauricio de Sousa com dia especial dedicado à Turma da Mônica
“É uma proposta importante, que poderia beneficiar milhares de ponta-grossenses e contribuir para uma cidade mais organizada e sustentável. A retirada da pauta adiou a votação da matéria e, consequentemente, atrasou a possibilidade de sua aprovação e dos benefícios que ela poderia trazer à população”, declarou.
Fábio Silva também afirmou não ter compreendido os motivos do pedido de vista e disse que continuará acompanhando a tramitação da matéria.
“Seguiremos acompanhando a tramitação e cobrando para que essa discussão avance”, afirmou o parlamentar.
O que prevê o projeto
O PL 188/2026 propõe a criação de espaços destinados ao recebimento gratuito de pequenos volumes de resíduos da construção civil e resíduos verdes, como entulhos de reformas residenciais, galhos, folhas e materiais provenientes de podas.
Conforme o texto, cada cidadão poderia entregar até 1 metro cúbico de resíduos por dia, quantidade equivalente à carga de um veículo utilitário de pequeno porte ou a aproximadamente 15 sacos de ráfia.
A proposta não contempla pequenas empresas nem grandes geradores de resíduos, que continuariam responsáveis pelo transporte e pela destinação adequada dos materiais, conforme determina a legislação.
Entre as diretrizes previstas estão o combate ao descarte irregular em ruas, terrenos baldios, fundos de vale e áreas de preservação, além do reaproveitamento dos resíduos em obras públicas, pavimentação, compostagem e produção de biomassa.
O projeto também aponta como possíveis benefícios a redução dos gastos municipais com limpeza urbana e a geração de emprego e renda na cadeia da reciclagem.
Implantação dos ecopontos
Os ecopontos poderiam ser implantados diretamente pela Prefeitura de Ponta Grossa ou por meio de parcerias com empresas, cooperativas e organizações da sociedade civil. A secretaria responsável pela administração dos locais seria definida posteriormente, por meio de regulamentação.
Na justificativa, Fábio Silva afirma que a ausência de pontos acessíveis para a entrega de entulhos e resíduos de poda contribui para descartes clandestinos em áreas ambientalmente sensíveis.
Segundo o vereador, os ecopontos funcionariam como centros de triagem primária, auxiliando na proteção ambiental, na organização da cidade e na prevenção de obstruções em galerias pluviais.
Caso seja aprovado e sancionado, o projeto entrará em vigor 90 dias após a publicação. A matéria deverá retornar à pauta da Câmara após a conclusão da análise decorrente do pedido de vista.























