A disputa política em Ponta Grossa tem ganhado novos capítulos e, segundo o deputado federal Aliel Machado, gerado prejuízos diretos à população. Em entrevista ao BNT! Online, o parlamentar afirmou que a disputa entre grupos políticos ligados ao governo do Estado e à gestão da prefeita Elizabeth Schmidt tem criado um ambiente de instabilidade que impede o avanço de projetos essenciais para o município. “A eleição acabou, mas parece que alguns não aceitaram. Não é a prefeita que perde, é a cidade”, disse.
Aliel lembrou que, mesmo após ser adversário nas urnas, procurou a prefeita no dia seguinte à eleição para colaborar com projetos que tramitavam em Brasília. Para ele, esse deveria ser o comportamento de todos os atores políticos. O deputado mencionou disputas envolvendo lideranças estaduais, como Marcelo Rangel e Sandro Alex, que segundo ele têm contribuído para criar obstáculos administrativos e narrativos que atrasam liberações de recursos e decisões estratégicas.
Confira as últimas notícias sobre Ponta Grossa (Clique aqui).
O parlamentar também comentou o embate entre o vereador Geraldo Stoco e a prefeitura, destacando que divergências são normais, mas precisam ter limites. “Críticas devem ser construtivas. O que não dá é para transformar disputa política em inviabilização de projetos ou em criação de dificuldades para quem está governando”, afirmou.
Segundo Aliel, o prejuízo político não atinge apenas lideranças, mas toda a população. Ele recordou situações anteriores em que a cidade perdeu investimentos porque projetos ficaram parados por divergências entre grupos. “Já vivi isso antes. Recursos que demoravam meses para andar e projetos [ficavam] estagnados. Quem paga o preço é a população que espera pelo serviço público”, pontuou.
O parlamentar reforçou que continuará atuando de forma independente e cobrando quando necessário, mas que o foco deve ser sempre o benefício coletivo. Para ele, a crise política em Ponta Grossa só será superada quando lideranças locais priorizarem cooperação e diálogo, e não disputas de poder. “A verdade tem que prevalecer. A cidade precisa de união, não de briga”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra aqui:



















