Gilmar Mendes decide que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

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Lincoln Vargas
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (3) que apenas o procurador-geral da República (PGR) tem legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte junto ao Senado Federal.

A decisão monocrática suspende um trecho da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950) que autorizava “todo cidadão” a denunciar magistrados do STF por crimes de responsabilidade. Com isso, a prerrogativa passa a ser exclusiva do chefe do Ministério Público Federal.

A intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação firme e independente”, afirmou o ministro em sua decisão.

A decisão ainda será submetida ao plenário do STF, em julgamento virtual entre os dias 12 e 19 de dezembro.

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Lei de 1950 é considerada vaga e passível de abusos

A Constituição Federal determina que o Senado Federal é o responsável por processar e julgar ministros do STF em casos de crimes de responsabilidade. No entanto, não detalha quem pode iniciar esse tipo de processo. A lacuna é preenchida pela Lei 1.079/1950, que regula o tema.

Entre as condutas consideradas crimes de responsabilidade pela lei estão:

  • Alterar decisão do STF fora das hipóteses legais;

  • Julgar causas em que é legalmente suspeito;

  • Exercer atividade político-partidária;

  • Ser negligente em seus deveres;

  • Agir de forma incompatível com a dignidade do cargo.

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O trecho agora suspenso previa que qualquer cidadão poderia denunciar ministros do STF ao Senado, o que, segundo Gilmar Mendes, abre margem para abusos e pressões políticas.

Instrumento virou “ferramenta de intimidação”, diz Mendes

Relator de duas ações — uma apresentada pelo PSOL e outra pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) —, Gilmar Mendes argumenta que a legislação, como está, desvirtua o objetivo do impeachment ao transformar um mecanismo de controle institucional em ferramenta de intimidação do Judiciário.

“O que deveria ser um instrumento legítimo e excepcional acabou se tornando mecanismo de mitigação das garantias judiciais, submetendo os membros do Judiciário a pressões políticas”, escreveu o ministro.

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