Governo eleva classificação indicativa do YouTube para maiores de 16 anos
A recomendação do governo é que pais e responsáveis acompanhem de perto o uso das redes sociais, conversem com os filhos sobre segurança digital

O Governo Federal reclassificou o YouTube como não recomendado para menores de 16 anos. A decisão foi tomada após análise técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que identificou a presença recorrente de conteúdos considerados inadequados para crianças e adolescentes.
Segundo o governo, entre os materiais encontrados estão vídeos com cenas de violência extrema, violência sexual, apologia ao uso de drogas e conteúdos relacionados à criminalidade. A medida faz parte de uma série de ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
De acordo com a análise técnica, quatro eixos foram avaliados para chegar à nova classificação indicativa. Entre eles, o principal destaque foi o aumento de conteúdos violentos, incluindo cenas de tortura, mutilação, homicídios e até discursos que incentivam a violência, presentes em vídeos de ficção, transmissões ao vivo e conteúdos produzidos por influenciadores digitais.
A reclassificação faz parte das medidas previstas no chamado Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como “ECA Digital”, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2025. Além do YouTube, outras plataformas também passaram por mudanças recentes na faixa etária recomendada. O TikTok e o Kwai passaram a ser indicados para maiores de 16 anos, enquanto aplicativos como Pinterest e Snapchat também tiveram aumento na recomendação etária.
O Ministério da Justiça destacou que a classificação indicativa serve como orientação para pais e responsáveis. Apesar disso, cabe às famílias monitorar o conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes.
A preocupação com o uso excessivo e sem supervisão das redes sociais tem crescido entre os pais. Muitas famílias relatam dificuldades em controlar o tempo de exposição dos filhos ao ambiente digital e adotam regras para tentar reduzir riscos, como limitar horários de uso e supervisionar vídeos assistidos pelas crianças.
Além da proteção contra conteúdos impróprios, o governo afirma que as medidas também têm como objetivo combater crimes praticados em ambientes virtuais. Segundo autoridades da área de segurança, uma das maiores preocupações atualmente envolve o aliciamento de crianças e adolescentes para exploração sexual por meio da internet.
Especialistas em investigação de crimes cibernéticos alertam que criminosos costumam criar vínculos de confiança com menores de idade em plataformas digitais, incentivando o compartilhamento de fotos, vídeos e informações pessoais.
A recomendação do governo é que pais e responsáveis acompanhem de perto o uso das redes sociais, conversem com os filhos sobre segurança digital e observem a classificação indicativa disponível nas plataformas e lojas de aplicativos. (As informações são da Agência Gov)
Leia também Município de PG aparece entre os “10 piores” em estudo sobre desigualdade de gênero no trabalho























