Nesta terça, Keiko Fujimori assume a presidência do Peru
Keiko Fujimori assume a presidência do Peru nesta terça-feira (28) após vitória no segundo turno. A posse em Lima reúne chefes de Estado e ocorre no aniversário da independência peruana. O Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira.

Keiko Fujimori assume a presidência do Peru nesta terça-feira (28) em uma cerimônia realizada em Lima. A posse ocorre após uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente do país, confirmada pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE) em 3 de julho. A nova presidente, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, chega ao cargo em sua quarta tentativa, depois de derrotas no segundo turno em 2011, 2016 e 2021.
Vitória apertada e confirmação pelo JNE
Em 3 de julho, o JNE oficializou a vitória de Keiko Fujimori sobre Roberto Sánchez no segundo turno. De acordo com os dados do órgão eleitoral, Fujimori obteve 9.223.396 votos, o equivalente a 50,135% dos votos válidos, enquanto Sánchez alcançou 9.173.755 votos, ou 49,865%. A diferença de pouco mais de 49 mil votos configura uma das margens mais apertadas já registradas no Peru.
A confirmação do resultado encerrou semanas de incerteza e abriu caminho para a transição presidencial. A nova mandatária assume o cargo em um momento de expectativa, tanto por sua trajetória política quanto pelo cenário desafiador que o país enfrenta.
Quarta candidatura, primeira vitória
Keiko Fujimori chega à presidência após três tentativas frustradas. Ela disputou o segundo turno em 2011, 2016 e 2021, sendo derrotada em todas as ocasiões. Aos 51 anos, a filha mais velha de Alberto Fujimori e Susana Higuchi finalmente conquista o Palácio do Governo.
Durante a campanha, sua plataforma esteve centrada no endurecimento do combate à criminalidade, um tema sensível para a população peruana. Além disso, Keiko não hesitou em evocar o legado do pai, que governou o Peru por dez anos e faleceu em 2024, como um pilar de sua proposta política.
Posse simbólica no dia da independência
A cerimônia de posse foi programada para coincidir com o aniversário da independência do Peru, data de grande significado nacional. O evento ocorre em Lima, capital do país, e deve reunir não apenas autoridades locais, mas também representantes estrangeiros.
A escolha do dia reforça o simbolismo de renovação política que a nova presidente deseja imprimir, embora o processo de transição tenha sido marcado por intensa polarização.
Dignitários internacionais na cerimônia
Vários chefes de Estado e representantes internacionais confirmaram presença na posse. Entre eles estão o presidente do Equador, Daniel Noboa; o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; e o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau. A lista de participantes reflete a relevância diplomática do evento.
Ausência de Lula e representação brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer à cerimônia. Segundo apuração, o Palácio do Planalto recebeu o convite, mas Lula será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A fonte não detalhou os motivos da ausência do presidente brasileiro.
Reuniões diplomáticas antes da posse
Na véspera da posse, a presidente eleita manteve encontros com lideranças internacionais. Keiko Fujimori reuniu-se com o rei Felipe VI da Espanha, com o ministro japonês das Relações Exteriores, Horii Iwao, e com o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun. As conversas sinalizam a intenção de Fujimori de estreitar laços com parceiros estratégicos desde o início do mandato.
Anúncio ministerial na segunda-feira
Na segunda-feira (27), Keiko Fujimori anunciou os primeiros nomes que integrarão seu governo. Elmer Cuba foi nomeado ministro da Economia; Carlos Espa assumirá o Ministério das Relações Exteriores; e Luis Galaterra, que foi vice na campanha, será o primeiro-ministro e chefe de gabinete.
Trajetória pessoal e legado familiar
Nascida em Lima em 25 de maio de 1975, Keiko Sofia Fujimori Higuchi é a filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori (1938-2024) e da ex-primeira-dama Susana Higuchi (1950-2021). Sua carreira política sempre esteve vinculada ao legado paterno, marcado por reformas econômicas e controvérsias sobre direitos humanos.
A nova presidente assume o comando de uma nação dividida, mas também com a expectativa de que sua experiência administrativa — construída ao longo de décadas na política — possa trazer estabilidade. O governo que se inicia terá o desafio de unificar o país e responder a demandas urgentes na economia e na segurança pública.
A posse de Keiko Fujimori abre um novo capítulo na história peruana, e o mundo acompanha atentamente os primeiros passos da nova administração. Para mais informações sobre este e outros assuntos internacionais, continue no Boca no Trombone.























