A negativa da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reação imediata da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se manifestou nas redes sociais nesta segunda-feira (2).
A decisão foi divulgada no período da tarde e mantém o ex-presidente preso na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses no processo relacionado à tentativa de golpe. A defesa já havia solicitado anteriormente a conversão da pena para o regime domiciliar, alegando questões humanitárias e de saúde.
Em publicação no próprio perfil, Michelle classificou o momento como “muito triste” e reforçou confiança na fé. Segundo ela, a situação enfrentada pelo marido faz parte de um “propósito maior”. A mensagem, marcada por referências religiosas, também teve tom de mobilização política, dialogando diretamente com apoiadores que acompanham o caso.
“Muito triste toda essa injustiça… Dias difíceis… Não perdi a fé”, escreveu. Em outro trecho, afirmou que Bolsonaro “tem um desígnio aqui na Terra” e que o futuro estaria nas mãos de Deus.
PGR foi contra a concessão
O pedido da defesa argumentava que o ambiente prisional representaria risco à saúde do ex-presidente, que necessita de acompanhamento médico contínuo. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a concessão da prisão domiciliar.
Ao analisar o caso, Moraes destacou que a unidade prisional oferece condições adequadas, incluindo acompanhamento médico, fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa e visitas autorizadas. O ministro também citou laudo da Polícia Federal indicando que as comorbidades apresentadas não justificariam a mudança de regime.
Outro ponto considerado foi um episódio anterior envolvendo suposta tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, fator que pesou contra a flexibilização da pena.
Jair Bolsonaro permanece custodiado na Papudinha, unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal. Ele está em sala de Estado-Maior, condição prevista para autoridades.
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