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Política

Moraes diz que não vai recuar “nem um milímetro” em ação da trama golpista

“Vamos receber a denúncia, analisar as evidências, e quem tiver de ser condenado vai ser condenado, e quem tiver de ser absolvido vai ser absolvido”, diz o relator.

alexandre moraes
Antonio Augusto/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, relator das ações que investigam uma suposta trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, declarou que “não há a menor possibilidade de recuar nem mesmo um milímetro” na condução do processo. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, publicada nesta segunda-feira (18).

Segundo Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisará as denúncias de acordo com as provas apresentadas. “Vamos fazer o que é certo: vamos receber a denúncia, analisar as evidências, e quem tiver de ser condenado vai ser condenado, e quem tiver de ser absolvido vai ser absolvido”, disse.

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O perfil do ministro publicado pelo jornal descreve sua atuação em embates jurídicos e políticos, destacando sua postura firme em casos de repercussão nacional. O texto cita ainda que Moraes tem sido chamado de “xerife da democracia” em razão de decisões de grande impacto, como a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada no início deste mês.

A publicação foi baseada em entrevistas com 12 pessoas próximas ao ministro, entre amigos e colegas, a maioria em condição de anonimato. Parte dos entrevistados apontou que as decisões de Moraes foram importantes para a preservação da democracia, enquanto outros consideraram que sua postura é excessiva e pode comprometer a imagem do STF.

Durante a entrevista, Moraes afirmou que o Brasil foi “infectado por uma doença autoritária” e que cabe ao Supremo aplicar a “vacina” contra retrocessos democráticos.

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Sanções internacionais

A reportagem também abordou as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro durante o governo Donald Trump. À época, a Casa Branca adotou medidas como o cancelamento do visto de Moraes e de seus familiares e a aplicação da Lei Magnitsky, utilizada para punir supostos violadores de direitos humanos no exterior. O ministro atribuiu as ações a informações falsas divulgadas nas redes sociais e ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Trump também justificou a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros alegando uma suposta “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro por parte do STF e de Moraes.

O julgamento da ação penal em que Bolsonaro e outros sete aliados respondem por tentativa de golpe de Estado está marcado para o dia 2 de setembro de 2025, na Primeira Turma do STF. O colegiado é composto pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

*Com informações da Agência Brasil 

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