Moraes: Não podemos dar uma de Bambam contra Popó na democracia

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Discurso na abertura do ano letivo da USP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proferiu um discurso na palestra de abertura do ano letivo da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), nesta segunda-feira (26/2).

O evento marcou o início das atividades acadêmicas na tradicional instituição de ensino jurídico. Durante sua fala, Moraes abordou temas centrais para a manutenção do Estado Democrático de Direito no país.

O magistrado falou especificamente sobre os ataques às democracias perpetrados por grupos extremistas. Sua exposição ocorreu em um momento de intensos debates sobre a segurança das instituições brasileiras.

A plateia, composta por estudantes, professores e profissionais do Direito, acompanhou atentamente as reflexões apresentadas. O contexto do discurso ganha relevância adicional quando se considera o papel institucional exercido pelo ministro.

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Papel no inquérito do STF sobre tentativa de golpe

Alexandre de Moraes atua como relator do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. O processo investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e militares sob a suspeita de terem participado de uma tentativa de golpe de Estado.

Essa atribuição confere peso especial às declarações do ministro sobre ameaças à ordem democrática. A investigação representa um dos casos mais sensíveis atualmente em análise pela mais alta corte do país.

O andamento do inquérito tem sido acompanhado de perto por diferentes setores da sociedade brasileira. A atuação de Moraes nesse processo o coloca no centro dos debates sobre a resposta institucional a eventuais tentativas de desestabilização.

Crítica ao discurso contra regulação das redes sociais

Desconstrução de narrativas

Durante seu pronunciamento, Moraes fez uma crítica contundente a argumentos frequentemente utilizados contra a regulação do ambiente digital. O ministro afirmou: “Nós não podemos cair nesse discurso fácil, de que regulamentar as redes sociais é ser contra a liberdade de expressão”.

A declaração busca desconstruir uma narrativa que, segundo ele, tem ganhado espaço no debate público. Moraes foi além na caracterização desse posicionamento, classificando-o como “um discurso mentiroso”.

Preocupação com manipulação em massa

De acordo com o magistrado, essa retórica teria como objetivo “propagar e continuar propagando o discurso de ódio, a lavagem cerebral que é feita em milhões e milhões de pessoas”.

A expressão “lavagem cerebral” indica uma preocupação com processos de manipulação em larga escala através das plataformas digitais. Essa análise conecta a discussão sobre regulação a fenômenos sociais mais amplos.

Defesa da responsabilização das big techs

Proposta de governança digital

O ministro defendeu que as grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, sejam responsabilizadas por crimes cometidos por usuários nas redes sociais. Essa posição representa uma tomada de lado em um debate global sobre a governança do espaço digital.

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A proposta busca estabelecer parâmetros mais claros de atuação para as plataformas que operam no Brasil. Segundo Moraes, o objetivo da responsabilização das big techs é “garantir que as redes sociais não sejam terra de ninguém”.

Metáfora da “terra de ninguém”

A expressão “terra de ninguém” sugere a percepção de que o ambiente digital atual funcionaria sem regras adequadas ou aplicação efetiva da legislação. Essa metáfora espacial evoca a ideia de um território sem soberania ou ordem estabelecida.

A defesa dessa medida aponta para uma visão em que as plataformas digitais devem assumir maiores responsabilidades pelo conteúdo que hospedam. Essa perspectiva contrasta com modelos que atribuem exclusivamente aos usuários a responsabilidade por suas publicações online.

Equilíbrio entre liberdade e combate a ilícitos

A abordagem proposta pelo ministro busca equilibrar liberdade de expressão com a necessidade de combater ilícitos praticados através das redes. O discurso na USP reforça posicionamentos que Moraes já havia manifestado em outras ocasiões.

Agora, o foco é específico na proteção da democracia. A articulação entre regulação digital e defesa institucional emerge como eixo central de sua argumentação.

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