SÁBADO · 27 JUN 2026Ponta Grossa 12°C
Publicidade
Política

Mudança na localização dos pórticos eletrônicos provoca reação de deputados na Alep

Os pedágios eletrônicos — também conhecidos como pórticos ou sistema free flow — permitem cobrança automática sem praças físicas

Mudança na localização dos pórticos eletrônicos provoca reação de deputados na Alep
Ilustração
Publicidade

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi (PSD), anunciou na sessão plenária desta segunda-feira (2) que a Casa enviará um ofício cobrando esclarecimentos sobre a instalação dos pedágios eletrônicos no Estado. O documento será encaminhado à ANTT, ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério dos Transportes. “Todos os parlamentares podem assinar”, afirmou Curi.

Os pedágios eletrônicos — também conhecidos como pórticos ou sistema free flow — permitem cobrança automática sem praças físicas. Equipamentos como câmeras e sensores identificam o veículo e registram a tarifa. A tecnologia está sendo implantada nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, nos lotes 4 e 5 das novas concessões.

Debate marca primeira sessão plenária de 2026

A instalação dos pórticos dominou as discussões no retorno das atividades legislativas. Dez deputados, tanto da base quanto da oposição, apontaram problemas no modelo adotado no Estado. As críticas incluem:

diferença entre localização dos pórticos e das antigas praças de pedágio;

cobrança integral para deslocamentos curtos, afetando moradores lindeiros;

risco de demissões de trabalhadores das praças físicas;

falta de previsão contratual para instalação do sistema.

Parlamentares destacaram relatos de usuários indicando que a cobrança poderá ser integral, e não proporcional ao trecho percorrido — um dos principais pontos de insatisfação.

Deputados contestam mudança de localização e impacto local

O deputado Evandro Araújo (PSD) foi o primeiro a abordar o tema, criticando pórticos instalados a quilômetros de distância da praça prevista no edital. “Não somos contra modernizar o pedágio, mas deslocar ponto de cobrança com finalidade arrecadatória não é razoável”, afirmou. Ele destacou que o sistema free flow não estava previsto no Programa de Exploração da Rodovia (PER).

O deputado Tercilio Turini (MDB) reforçou que qualquer mudança deveria ter justificativa técnica clara.

Luiz Claudio Romanelli (PSD) citou o caso de Rolândia, onde o pórtico substituiria a praça abandonada em Arapongas, ampliando a cobrança sobre o tráfego local. “É para aumentar a receita e reduzir a despesa”, disse, lembrando também do impacto laboral: “São milhares de empregos que serão cortados”.

O deputado Delegado Jacovós (PL) questionou a cobrança sobre moradores de Marialva que podem pagar tarifa mesmo ao percorrer apenas um quilômetro. Já o deputado Bazana (PSD) relatou a instalação de pórtico na saída de Mauá da Serra, afetando deslocamentos curtos para Faxinal.

Oposição critica contratos e cobra união

O líder da Oposição, deputado Arilson Chiorato (PT), afirmou que os contratos com as concessionárias começaram ainda no governo federal anterior e foram analisados pela Alep. Ele criticou a mudança de posicionamento de parlamentares que apoiaram os acordos. Requião Filho (PDT) reforçou que os deputados que votaram a favor deveriam admitir que foram “enganados”.

Governo do Estado também é contrário à mudança

O líder do governo na Alep, Hussein Bakri (PSD), informou que o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, está reunido com as empresas para tratar do tema. Bakri afirmou que o Estado tem posição oficialmente contrária ao modelo adotado, mas lembrou que a decisão final cabe à ANTT. O vice-líder do governo, Marcelo Rangel (PSD), classificou como “irresponsável” alterar a localização de cobrança sem justificativa.

O deputado Ney Leprevost (União), líder da Comissão de Obras, Transporte e Comunicação, pediu que o tema seja oficialmente levado ao colegiado. Segundo ele, o grupo pode realizar audiências e cobrar providências.

Leia também Gás do Povo: deputados aprovam retirada gratuita do botijão; ajuda em dinheiro acaba em 2027

Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →