Projeto quer criar canal por WhatsApp para coleta de resíduos volumosos em Ponta Grossa
Proposta prevê solicitação, agendamento, protocolo e acompanhamento do serviço, além de cronograma público organizado por bairros ou regiões

Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Ponta Grossa propõe mudanças no serviço de coleta de resíduos volumosos do município. O Projeto de Lei Ordinária nº 341/2026, de autoria do vereador Fábio Silva, pretende alterar a Lei Municipal nº 15.511, de dezembro de 2025, para ampliar os canais de atendimento e dar mais previsibilidade aos moradores que solicitam a coleta.
Entre as principais mudanças previstas está a criação de um canal específico destinado à solicitação, ao agendamento, ao acompanhamento e ao esclarecimento de dúvidas relacionadas ao serviço. A proposta estabelece que esse atendimento seja feito, preferencialmente, por meio do WhatsApp ou de outra plataforma de mensagens instantâneas de ampla utilização.
Pelo texto apresentado, o canal deverá permitir que o cidadão solicite a coleta, faça o agendamento, receba um protocolo ou identificação do pedido e tenha acesso à previsão de realização do serviço. Também deverá ser possível acompanhar a situação da solicitação. A proposta determina ainda que, no momento da solicitação ou do agendamento, o morador seja informado, sempre que possível, sobre a previsão de atendimento, levando em consideração a capacidade operacional do serviço e o cronograma definido pelo Poder Executivo.
Cronograma por bairros
Outra alteração prevista é a divulgação de um cronograma do serviço de coleta de resíduos volumosos. A programação deverá ser organizada, preferencialmente, por bairros, regiões ou áreas de Ponta Grossa, indicando as datas previstas para a realização das coletas.
Na justificativa do projeto, o autor afirma que a legislação atual já prevê a coleta mediante agendamento, mas que a experiência prática demonstraria a necessidade de melhorar a comunicação com a população e ampliar a previsibilidade do serviço. Atualmente, segundo o documento, a solicitação pode ser feita por formulário eletrônico, porém o cidadão não dispõe de um canal específico para acompanhar o pedido ou esclarecer dúvidas de maneira direta.
O texto argumenta ainda que a falta de informações sobre quando a coleta será realizada pode dificultar o planejamento dos moradores para colocar os resíduos no local adequado. A justificativa também relaciona a ausência de previsibilidade ao risco de descarte irregular desses materiais.
A proposta não fixa um prazo obrigatório e único para a execução da coleta. O Poder Executivo poderá regulamentar os procedimentos operacionais, a periodicidade de atualização do cronograma, as regiões atendidas e os mecanismos tecnológicos utilizados no serviço. O projeto ainda precisa passar pela tramitação na Câmara Municipal. Caso seja aprovado e posteriormente transformado em lei, as novas regras entrarão em vigor 90 dias após a publicação.
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