Setembro Amarelo: Psicóloga alerta para prevenção ao suicídio
Em entrevista ao BnT Online, Gabriela Nabosny destaca sinais de alerta e importância do Setembro Amarelo na valorização da vida

Durante entrevista no estúdio 2 do BnT Online, a psicóloga Gabriela Nabosny destacou a importância do Setembro Amarelo como um movimento de conscientização e valorização da vida. O bate-papo fez parte da programação especial do portal para marcar o início do mês voltado à prevenção ao suicídio.
Logo na abertura, a psicóloga ressaltou a necessidade de ampliar a discussão:
“Nós estamos no início do mês de setembro e nesse mês faz-se um trabalho em relação à prevenção ao suicídio. Eu prefiro dizer que é um trabalho de valorização à vida. (…) O Setembro Amarelo vem como uma intenção de conscientização para prevenção ao suicídio. É o mês que se escolheu para falar um pouco sobre isso, para chamar atenção para uma pauta tão importante, principalmente hoje em dia que a gente tá numa ‘epidemia silenciosa’ de depressão e ansiedade”.
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Homens são os mais afetados
Durante a conversa, Gabriela destacou que os homens aparecem mais frequentemente nas estatísticas de suicídio, em razão de barreiras culturais e sociais:
“A gente vem numa cultura que é muito machista. (…) É como se o homem tivesse aquele papel de fortão, o homem não chora, tem que se manter naquela postura. Isso acaba internalizando e faz com que fique mais difícil para o homem procurar ajuda. (…) É muito contrastante o número de mulheres e homens que procuram psicoterapia. O homem, muitas vezes, não se abre”.
Atividades ajudam, mas não substituem a psicoterapia
Questionada sobre alternativas, Gabriela reforçou que hábitos saudáveis são importantes, mas não substituem o acompanhamento profissional:
“Nada substitui a terapia. (…) Temos atividades terapêuticas, como exercício físico, sair com amigos, estar com a família, mas nenhuma substitui de fato a psicoterapia”.
Sinais de alerta
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A psicóloga também explicou quais sinais merecem maior atenção de familiares e amigos:
“Tristeza profunda, crises de choro, desânimo, apatia, mudança de humor, isolamento e perda de interesse em atividades rotineiras. Quanto mais difícil fica realizar essas tarefas do dia a dia, mais é um sinal de alerta para procurar ajuda”.
Atenção também aos idosos
Gabriela destacou ainda a importância de olhar para a saúde mental da população idosa, cada vez mais numerosa:
“É possível investir em atividades físicas, estimulação cognitiva, vida em comunidade, participação em grupos de convivência e também buscar profissionais de saúde mental. É essencial fortalecer políticas públicas voltadas para os idosos”.
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Mensagem final
Encerrando a entrevista, Gabriela deixou um recado direto aos espectadores:
“Nos menores sinais de adoecimento mental, busque a ajuda necessária. Buscar ajuda não é fraqueza, é força, exige coragem. Muitas vezes precisamos desse amparo externo para poder nos reestabilizar na vida”.
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