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Política

STF marca acareação entre Cid e Câmara, réus na ação da trama golpista

A acareação foi marcada para o dia 13 de agosto, às 11h30, na sede do Supremo, em Brasília. O pedido foi feito pela defesa de Marcelo Câmara.

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Antônio Cruz/Agência Brasil
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (6) a realização de uma acareação entre o tenente-coronel Mauro Cid e o coronel Marcelo Costa Câmara. Ambos são réus em uma das ações penais relacionadas à suposta trama golpista investigada pelo STF.

A acareação foi marcada para o dia 13 de agosto, às 11h30, na sede do Supremo, em Brasília. O pedido foi feito pela defesa de Câmara, que apontou supostas contradições em depoimentos prestados por Mauro Cid — ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e delator no inquérito.

A defesa de Câmara questiona, entre outros pontos, a acusação de que o coronel teria tido contato com minutas de decretos golpistas, supostamente discutidas em reuniões no Palácio da Alvorada. Outro ponto contestado é a afirmação de que Câmara teria promovido monitoramento contínuo do ministro Alexandre de Moraes. Os advogados também alegam que Cid não relata corretamente o nível de conhecimento de Câmara sobre as motivações e objetivos das demandas recebidas, que estariam relacionadas ao plano golpista.

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Ao autorizar o procedimento, Moraes determinou que o coronel seja transportado do Complexo Penitenciário da Papuda, onde está preso preventivamente, mediante uso de equipamento de monitoramento eletrônico. A ordem inclui a proibição de contato com qualquer pessoa que não seja seu advogado durante o deslocamento e a realização da acareação.

A única acareação realizada até agora no âmbito das ações sobre a trama golpista foi entre Mauro Cid e o general Walter Braga Netto. Na ocasião, o ministro Moraes proibiu gravações em áudio ou vídeo, e a imprensa não teve acesso às falas dos réus. Apenas a ata do encontro foi anexada ao processo.

Marcelo Câmara é réu no chamado núcleo 2 da investigação, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por atividades de gestão da trama, como a elaboração de minutas de decretos e a coordenação de ações contra adversários políticos.

Além de Câmara, também respondem no núcleo 2:

  • Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência da República);

  • Silvinei Vasques (ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal);

  • Mário Fernandes (general do Exército);

  • Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do DF);

  • Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário-adjunto de Segurança do DF).

Todos foram denunciados pela PGR por cinco crimes: organização criminosa, golpe de Estado, tentativa violenta de abolir o Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

*Com informações da Agência Brasil

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