Vereadores pressionam Sanepar e cobram fiscalização diante da qualidade da água em Ponta Grossa

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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A qualidade da água em Ponta Grossa voltou ao centro das discussões públicas nesta sexta-feira (13), após reunião conjunta entre a Câmara Municipal de Ponta Grossa, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMDEMA), a Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG) e o Conselho Municipal de Saneamento Básico (CMSB). O encontro definiu a elaboração de um documento oficial que será encaminhado à Sanepar, cobrando providências imediatas, prazos e maior transparência.

Segundo os participantes, o problema envolve o assoreamento e a proliferação de algas na Represa de Alagados, situação que tende a se agravar em períodos de calor e baixa profundidade do reservatório. Entre as propostas discutidas estão a aceleração da captação do Rio Tibagi, modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA), diversificação de mananciais e ações de recuperação ambiental.

Críticas à fiscalização da concessão

Durante os debates, o vereador Guilherme Mazer (PT) afirmou que o município mantém a concessão com a Sanepar, mas não estaria exercendo fiscalização efetiva do contrato. Segundo ele, moradores relatam água com odor desagradável nas torneiras.

O parlamentar destacou que, embora a Agência Reguladora do Paraná (AGPAR) atue em processos regulatórios, ainda há dúvidas sobre os limites de responsabilidade entre o órgão regulador e o poder municipal — questão que teria ficado evidente durante a CPI que analisou o tema.

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Para Mazer, diante dessa indefinição, o Executivo deveria priorizar o interesse público e intensificar a fiscalização. Ele também relacionou o cenário ao nível da Represa de Alagados, defendendo que o planejamento urbano precisa considerar as áreas de recarga hídrica.

Planejamento urbano e risco futuro

O vereador criticou a expansão do perímetro urbano em áreas próximas às nascentes que abastecem o Alagados e à captação do Rio Pitangui, alertando que a impermeabilização do solo pode comprometer ainda mais o nível do reservatório.

Outro ponto levantado envolve o avanço da cidade em direção à região leste, onde há áreas de conservação e recarga do Aquífero Guarani. Segundo ele, decisões tomadas hoje podem gerar impactos mais graves nas próximas décadas, especialmente para atividades que dependem de poços subterrâneos.

O presidente da Câmara, Julio Kuller (MDB), reforçou que a união das instituições busca soluções concretas. O documento conjunto será enviado à Sanepar nos próximos dias e divulgado publicamente.

Para as entidades, o debate sobre a qualidade da água em Ponta Grossa precisa integrar fiscalização, planejamento urbano e preservação ambiental, garantindo segurança hídrica a longo prazo para a população.

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