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Vídeo mostra suposta discriminação contra crianças de ocupação em CMEI de PG

A Associação Ericson John Duarte protocolou uma petição judicial na 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, denunciando episódios de suposta discriminação e constrangimento contra crianças moradoras da Ocupação Ericson John Duarte em um CMEI da região. O documento foi apresentado pelo advogado Leandro Santos Dias no âmbito de um processo estrutural que acompanha […]

denúncia - cmei
Foto: Colaboração/Leitores
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A Associação Ericson John Duarte protocolou uma petição judicial na 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa, denunciando episódios de suposta discriminação e constrangimento contra crianças moradoras da Ocupação Ericson John Duarte em um CMEI da região. O documento foi apresentado pelo advogado Leandro Santos Dias no âmbito de um processo estrutural que acompanha a situação da comunidade. A Secretaria Municipal de Educação se posicionou através de uma nota oficial.

Segundo a petição, crianças da ocupação estariam sendo submetidas a situações consideradas vexatórias na entrada da unidade escolar devido à presença de barro em roupas e calçados. A associação afirma que a condição é consequência direta da falta de infraestrutura urbana na área ocupada, onde famílias convivem diariamente com ruas sem pavimentação e dificuldades de acesso.

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No documento, a entidade sustenta que a situação ultrapassa a questão disciplinar e caracteriza um cenário de discriminação social e racismo estrutural. A petição aponta que a ocupação é formada majoritariamente por mães e crianças negras e argumenta que alunos de outras regiões próximas, que também enfrentam problemas semelhantes em dias de chuva, não recebem o mesmo tratamento.

A associação também reforça que a precariedade enfrentada pelas famílias decorre da ausência de regularização fundiária e da demora do poder público em implementar melhorias de infraestrutura discutidas há anos dentro do processo judicial relacionado à ocupação.

Pedidos da associação

Diante dos fatos relatados, a Associação Ericson John Duarte solicitou uma série de providências às autoridades competentes. Entre os pedidos está a abertura de uma Notícia de Fato junto ao Ministério Público para apuração de possível crime de racismo e discriminação.

A petição também requer o acionamento do Conselho Tutelar para acompanhamento e proteção das crianças envolvidas, além de esclarecimentos formais da Secretaria Municipal de Educação e da direção do CMEI citado no documento.

Outro pedido é a realização de uma audiência ou reunião interinstitucional envolvendo representantes do Ministério Público, universidade, Conselho Tutelar, Prefeitura de Ponta Grossa e demais órgãos ligados ao caso. O objetivo seria construir uma solução considerada mais humanizada para evitar novos episódios de exposição e garantir a dignidade das crianças.

Direitos das crianças

Na manifestação protocolada à Justiça, a associação destaca que nenhuma criança pode ser penalizada em ambiente escolar por conta das condições sociais e habitacionais em que vive. O documento cita princípios previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), reforçando o direito à dignidade, ao respeito e à proteção integral.

A entidade afirma ainda que a escola deve atuar como espaço de acolhimento e inclusão, especialmente diante da vulnerabilidade social enfrentada pelas famílias da ocupação.

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Até o momento, não havia manifestação oficial da Secretaria Municipal de Educação ou da direção do CMEI sobre as denúncias apresentadas pela associação.

Posicionamento da SME

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que tomou conhecimento dos relatos na tarde desta quarta-feira (27) e que iniciou imediatamente uma apuração interna sobre o caso. A pasta reforçou que nenhuma criança pode ser impedida de acessar unidades escolares pelos motivos denunciados e orientou que situações semelhantes sejam comunicadas à Ouvidoria da SME, por meio do telefone 3220-1000 (ramal 1118) ou pelo e-mail [email protected].

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Educação (SME) esclarece que tomou conhecimento dos relatos na tarde desta quarta-feira (27) e imediatamente iniciou uma apuração sobre o caso.

O Município reforça que nenhuma criança deve ser impedida de acessar nenhuma unidade escolar pelas razões expostas e que qualquer procedimento diferente deve ser denunciado na Ouvidoria da SME –  à disposição da comunidade pelo telefone 3220-1000 (Ramal 1118) ou no e-mail [email protected].

Por fim, a Secretaria esclarece que, para fins legais, publicações em redes sociais, por exemplo, não podem ser utilizadas como ferramenta para a abertura de um processo administrativo.

Secretaria Municipal de Educação
Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
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