SEGUNDA-FEIRA · 27 JUL 2026Ponta Grossa 21°C ☀️
Publicidade
Política

Advogados podem ter vaga de estacionamento excluva em Ponta Grossa

Projeto prevê espaços próximos a fóruns, delegacias, órgãos públicos e sede da OAB; profissionais ainda terão de pagar pelo Estar quando houver cobrança

Advogados podem ter vaga de estacionamento excluva em Ponta Grossa
Reprodução
Publicidade

A Câmara Municipal de Ponta Grossa deve analisar, em primeira discussão, nesta segunda-feira (27), um projeto que prevê a criação de vagas de estacionamento destinadas a advogados e advogadas durante o exercício profissional. A proposta integra a Ordem do Dia da sessão ordinária e recebeu pareceres favoráveis das comissões legislativas.

De autoria do vereador Julio Kuller, o Projeto de Lei nº 231/2026 determina que as vagas sejam implantadas em vias e logradouros públicos, inclusive em áreas abrangidas pelo sistema de estacionamento rotativo regulamentado.

Pelo texto, os espaços deverão ser demarcados prioritariamente no entorno ou a uma distância máxima de 50 metros de fóruns e demais unidades do Poder Judiciário, da Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Justiça Eleitoral.

A proposta também contempla as proximidades da sede ou subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), delegacias, estabelecimentos prisionais, Prefeitura, Câmara Municipal e outros órgãos da administração pública direta e indireta.

Uso será permitido durante atendimento profissional

Para utilizar as vagas, o advogado deverá deixar visível no painel dianteiro do veículo a carteira profissional expedida pela OAB ou outra credencial específica que poderá ser regulamentada pelo Município.

O profissional também deverá estar realizando uma diligência, audiência ou atendimento nos órgãos próximos ao local da vaga. A reserva, portanto, não autoriza o estacionamento para atividades particulares ou sem relação com o exercício da advocacia.

O projeto estabelece ainda que a utilização das vagas não isentará o advogado do pagamento das tarifas do estacionamento rotativo. Assim, nos locais atendidos pelo Estar, continuará sendo necessário pagar pelo período utilizado, salvo eventual regulamentação em sentido contrário pelo Poder Executivo.

O número de vagas em cada região será definido pelo órgão municipal responsável pelo trânsito, que deverá considerar a demanda, a viabilidade técnica e o fluxo de atendimento.

Uso indevido poderá gerar penalidades

Conforme a proposição, o uso irregular das vagas será considerado infração de trânsito e poderá sujeitar o motorista às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro para o estacionamento em espaço reservado sem a credencial necessária.

Na justificativa, o autor afirma que a falta de estacionamento próximo aos órgãos públicos e judiciais pode prejudicar o cumprimento de audiências, diligências e prazos processuais. Segundo o documento, a medida busca oferecer condições para o exercício da profissão e não criar uma isenção financeira ou um privilégio aos profissionais.

O projeto já recebeu parecer pela admissibilidade da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, além de manifestações favoráveis das comissões de Finanças, Obras e Atividades da Indústria, Comércio e Turismo. Caso seja aprovado nas votações da Câmara, o texto seguirá para análise do Poder Executivo.

Tags
Heryvelton Martins
Autoria
Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede