A articulação em torno do nome de uma mulher como vice na possível chapa de Flávio Bolsonaro não é apenas simbólica, é estratégica.
Após a recusa de Ratinho Júnior, em ser vice, o grupo tenta reorganizar o tabuleiro mirando dois pontos centrais: ampliar presença no Sudeste e suavizar a imagem do bolsonarismo. É nesse contexto que surge o nome da deputada federal Simone Marquetto, do Progressistas. Ex-prefeita de Itapetininga, no interior de São Paulo, tem forte ligação com movimentos católicos e construiu sua base com um discurso conservador, alinhado a pautas de valores.
Internamente, havia outras opções, como a deputada, Teresa Cristina, do Mato Grosso do Sul, mas entende-se que a região já estaria contemplada dentro do campo da direita, enquanto o Sudeste segue como território decisivo na disputa nacional.
Além disso, a escolha de uma mulher também cumpre um papel político importante. Há uma tentativa clara de ampliar o alcance eleitoral e, ao mesmo tempo, responder a críticas de que o bolsonarismo tem dificuldade de dialogar com o público feminino.
No fim, mais do que um nome, essa possível vice carrega um recado: a campanha quer ajustar o discurso sem mudar a essência.
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