Flávio Bolsonaro, vice mulher e católica, por Gleidson Carlos

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Gleidson Carlos
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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A articulação em torno do nome de uma mulher como vice na possível chapa de Flávio Bolsonaro não é apenas simbólica, é estratégica.

Após a recusa de Ratinho Júnior, em ser vice, o grupo tenta reorganizar o tabuleiro mirando dois pontos centrais: ampliar presença no Sudeste e suavizar a imagem do bolsonarismo. É nesse contexto que surge o nome da deputada federal Simone Marquetto, do Progressistas. Ex-prefeita de Itapetininga, no interior de São Paulo, tem forte ligação com movimentos católicos e construiu sua base com um discurso conservador, alinhado a pautas de valores.

Internamente, havia outras opções, como a deputada, Teresa Cristina, do Mato Grosso do Sul, mas entende-se que a região já estaria contemplada dentro do campo da direita, enquanto o Sudeste segue como território decisivo na disputa nacional.

Além disso, a escolha de uma mulher também cumpre um papel político importante. Há uma tentativa clara de ampliar o alcance eleitoral e, ao mesmo tempo, responder a críticas de que o bolsonarismo tem dificuldade de dialogar com o público feminino.

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No fim, mais do que um nome, essa possível vice carrega um recado: a campanha quer ajustar o discurso sem mudar a essência.

Leia também: “Curi admite candidatura sem apoio de Ratinho”, por Gleidson Carlos

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