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Política

PGR quer condenação de Bolsonaro por crimes que somam até 40 anos de prisão

Alegações finais sobre tentativa de golpe serão entregues ao Supremo; ação deve ser julgada até setembro

Ex-Presidente Jair Bolsonaro é denunciado por tentativa de Golpe de Estado
Imagem: Reprodução
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve apresentar nesta segunda-feira (14) suas alegações finais no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O documento será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), dentro da Ação Penal referente ao chamado “núcleo 1”, que envolve os principais nomes do esquema.

As alegações finais são a etapa que antecede o julgamento do mérito pela Primeira Turma do STF. Trata-se de um resumo jurídico com base em todo o material reunido ao longo das investigações, no qual o Ministério Público busca convencer os ministros da Corte sobre sua interpretação dos fatos. Nessa fase, a PGR também pode indicar a pena que considera adequada a cada réu.

Bolsonaro é acusado de uma série de crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. A soma das penas previstas para essas infrações pode ultrapassar 40 anos de prisão em regime fechado, embora fatores atenuantes e agravantes possam alterar o cálculo final.

A interlocutores, Gonet afirmou que não pretende solicitar prorrogação de prazo ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, mas que deve usar até o último momento do prazo legal, que se encerra nesta segunda-feira.

Concluída essa etapa, Moraes deve intimar o tenente-coronel Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e colaborador premiado no inquérito — a apresentar seu próprio memorial. Depois disso, as defesas dos demais acusados terão mais 15 dias, de forma simultânea, para também entregar suas alegações finais.

O gabinete de Alexandre de Moraes trabalha com a expectativa de encerrar essa fase até 15 de agosto. Na sequência, o ministro deve conceder cerca de um mês para que os demais magistrados da Primeira Turma analisem o conteúdo dos autos. O julgamento, portanto, pode ocorrer ainda em setembro, com possibilidade de sessões extraordinárias para acelerar a tramitação.

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Eduardo Freitas
Autoria
Eduardo Freitas
Jornalista, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Santa Amélia (UNISECAL). Com ampla experiência em veículos de comunicação, já atuou em televisão, rádio e portais de notícias. Atualmente, é repórter do Portal BnT e integra o time de apresentadores do BnT News, onde se destaca pela versatilidade e compromisso com a informação de qualidade.
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