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Política

TCE-PR barra edital do Olho Vivo e destaca problemas em planejamento e custos

Em análise técnica, o TCE-PR identificou pontos semelhantes aos levantados pelo parlamentar

TCE-PR barra edital do Olho Vivo e destaca problemas em planejamento e custos
Valdir Amaral/Alep
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O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, comentou a decisão do Tribunal de Contas do Estado do Paraná que suspendeu a licitação de R$ 580 milhões do programa Olho Vivo, conduzida pelo Governo do Estado. Segundo o parlamentar, a medida reforça os apontamentos feitos anteriormente e evidencia a necessidade de acompanhamento do processo.

A denúncia foi apresentada em 17 de março e indicava possíveis irregularidades tanto no edital quanto na atuação da empresa Paladium Corp. Na ocasião, o deputado também protocolou um pedido de impugnação da licitação, que previa a contratação de uma nova plataforma tecnológica e a aquisição de equipamentos para o sistema de videomonitoramento estadual.

Em análise técnica, o TCE-PR identificou pontos semelhantes aos levantados pelo parlamentar. Entre eles estão inconsistências na formação de preços, uso de modalidade de licitação considerada inadequada para a complexidade do contrato, risco de sobreposição com sistemas já existentes e ausência da participação da Secretaria da Segurança Pública no planejamento.

De acordo com Chiorato, a decisão do Tribunal confirma que o processo não poderia ter continuidade nas condições apresentadas.

O deputado destacou ainda que a suspensão tem caráter cautelar e que o acompanhamento do caso seguirá. A denúncia apresentada permanece em análise no Tribunal de Contas e pode resultar em novos encaminhamentos.

Além disso, o parlamentar informou que pretende recorrer da decisão que não suspendeu a operação da plataforma Paladium Corp, atualmente utilizada pelo Estado para integração de dados. Segundo ele, a existência do sistema levanta questionamentos sobre a necessidade de uma nova contratação com funções semelhantes.

Entre os pontos apontados pelo Tribunal estão dúvidas quanto à metodologia utilizada para estimar o valor da contratação, a escolha do modelo licitatório e a real necessidade de implantação de uma nova estrutura diante de sistemas já em funcionamento.

O TCE-PR também mencionou a ausência da Secretaria da Segurança Pública no planejamento do projeto e possíveis riscos relacionados ao uso de dados sensíveis, incluindo informações biométricas da população.

O relator do processo, Fernando Augusto Mello Guimarães, concedeu prazo de 15 dias para manifestação dos envolvidos. A decisão atual suspende apenas o edital da licitação, sem interferir nas operações já em andamento do programa.

O deputado afirmou que continuará acompanhando o caso e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o andamento da análise no Tribunal de Contas. (Com assessoria)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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