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Política

Direitos dos pacientes: lei garante autonomia e segurança no atendimento de saúde

O novo estatuto assegura que os pacientes possam participar ativamente das decisões sobre o próprio tratamento, garantindo acesso a informações

Direitos dos pacientes: lei garante autonomia e segurança no atendimento de saúde
Marcelo Camargo/AB
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A partir de agora, pacientes atendidos na rede pública e privada de saúde no Brasil passam a contar com um conjunto unificado de direitos e deveres, conforme estabelece o novo Estatuto dos Direitos do Paciente. A Lei 15.378, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou em vigor nesta terça-feira (7), com o objetivo de garantir maior autonomia, segurança, respeito e acesso à informação para todos que utilizam serviços de saúde.

O novo estatuto assegura que os pacientes possam participar ativamente das decisões sobre o próprio tratamento, garantindo acesso a informações claras sobre diagnóstico, prognóstico, riscos, benefícios e alternativas terapêuticas. Além disso, permite que o paciente aceite ou recuse procedimentos, indique um representante para decisões em caso de incapacidade e registre diretivas antecipadas de vontade.

Privacidade e Respeito

Entre os direitos destacados, a lei também prioriza a privacidade e a dignidade do paciente. Ela garante, por exemplo, o direito de ter um acompanhante durante consultas e internações, o acesso ao prontuário médico, a possibilidade de buscar uma segunda opinião e a confidencialidade das informações de saúde. Também estabelece que não haverá discriminação no atendimento, com respeito ao nome de preferência, às características culturais, religiosas e sociais do paciente. Cuidados paliativos e apoio a familiares em situações de doença grave também estão garantidos.

Além disso, os pacientes têm o direito de questionar profissionais sobre os procedimentos adotados, a identificação da equipe responsável e a higienização de mãos e instrumentos, bem como a procedência e dosagem de medicamentos e insumos utilizados. A lei também assegura a escolha do local da morte, com respeito às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) ou dos planos de saúde.

Responsabilidades e Garantias

O estatuto também define responsabilidades dos pacientes, como fornecer informações corretas sobre seu histórico de saúde, seguir orientações médicas e respeitar as normas das instituições. A lei também estabelece que os direitos dos pacientes serão divulgados periodicamente e que haverá mecanismos para apurar reclamações em casos de descumprimento.

O projeto originou-se do PL 2.242/2022, proposto pelos deputados Pepe Vargas, Chico D’Angelo e Henrique Fontana, e foi aprovado pelo Senado em março de 2026. Para o senador Humberto Costa, relator do projeto, a nova legislação trará benefícios diretos na forma como os pacientes são tratados, garantindo mais humanidade no cuidado médico.

“A criação desse estatuto evita episódios trágicos como o que ocorreu recentemente em Brasília, onde vidas foram perdidas por profissionais de saúde sem dignidade para exercer a profissão”, destacou Humberto Costa no dia da aprovação do projeto. (As informações são da Agência Senado)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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