Triste fim do Pronto Socorro de PG

Triste fim do Pronto Socorro de PG

A desvalorização dos trabalhadores e a falta de empatia do Governo Municipal também assombram a SAÚDE.

SindServ - PG 02.04.2022 14h58

O Hospital Municipal Amadeu Puppi, mais conhecido como Pronto Socorro inciou suas atividade no início dos anos 1990 e de lá para cá prestou um serviço muito importante para a comunidade, apesar da falta de investimentos na estrutura, equipamentos e principalmente de recursos humanos, os serviços nunca deixaram de ser prestados à população.

Atualmente o hospital conta com mais de 300 trabalhadores atuando em diversas áreas, destes, dezenas estão no Pronto Socorro há mais de 20 anos e viram essa história acabar, da noite para o dia. No último dia 30 a Gestão Municipal informou que o hospital deveria ser fechado devido a necessidade de reforma. Os reflexos desta informação abrupta atingiram os serviços e pacientes, que deveriam ser tranferidos para outras instituições, e também os trabalhadores do hospital.

Do ponto de vista legal não haveria nenhum impedimento nessa tranferência, pois os servidores são contratados para prestar serviços ao Município de Ponta Grossa, no entanto, para que esse processo fosse menos traumático possível, o mínimo que a Fundação Municipal de Saúde (FMS) poeria ter feito, era ter disponibilizado tempo hábil para os servidores organizarem suas vidas pessoais. NADA DISTO FOI FEITO. Como de costume, todas as mudanças na FMS ocorrem na sexta-feira ao final da tarde, para início das atividades na segunda-feira pela manhã. Quem sempre sofre com isto são os servidores  e as chefias imediatas que, sempre são os últimos a saberem.

Ressaltamos que são trabalhadores que inciaram suas atividades diretamente no Pronto Socorro e muitos atuam lá há mais de duas décadas, principalmente nos serviços de Urgência e Emergência, o qual é muito diferente das atividades da Atenção Primária. Entendemos que para uma mudança tão radical os trabalhadores devem ser preparados, treinados para desempenhar nova função, em um novo serviço.

Diante disso o Sindicato dos Servidores, através do Enfermeiro Luiz Pleis, organizou uma comissão de trabalhadores e se reuniu com a Direção da Fundação Municpal de Saúde para colocar algumas preocupações referente ao fechamento do hospital, dentre elas:

Garantir o retorno de todos os servidores ao Pronto Socorro após a conclusão das reformas e também, que neste momento as tranferências sejam realizadas com critérios objetivos, através de um edital de abertura de vagas para que estes trabalhadores possam, na medida do possível escolher as vagas existentes nos setores onde há carência de mão de obra, evitando dessa forma os favorecimentos pessoais.

Quanto ao retorno dos servidores após a reforma, a FMS se comprometeu com a comissão em manter esta grantia. Durante a reunião o SINDSERV protocolou um documento para formalizar este pedido.

Quanto ao edital de escolha de vagas também houve o compromisso da direção da Saúde em realizá-lo. Nessa reunião o Sindicato pediu para que o edital fosse disponibilizado, primeiramente, para a Comissão de Servidores para que os trabalhadores pudessem analisar e dar contribuições, caso necessário. A ideia desta análise era garantir a trasparência do processo para que nenhum trabalhador se sinta prejudicado.

AVISO DO EDITAL

Nesta sexta-feira, 01, por volta das 14 horas a FMS enviou ao Sindicato a proposta de edital e informou que o mesmo seria públicado ás 17 horas do mesmo dia. Imediatamente informamos que o prazo para avaliação, bem como a publicação estava muito curto. Imediatamente a comissão foi convocada na sede do SINDSERV para fazer a avaliação do conteúdo do mesmo.

Após análise e sugestões o presidente do SINDSERV, Roberto Ferensoviz e o diretor da Saúde, Luiz Eduardo Pleis, se dirigiram até a Fundação Municipal de Saúde para apresentar as sugestões dadas pela comissão, bem como pedir a extenção do prazo para que os servidores pudessem escolher as vagas com mais tempo, afinal, no edital esse prazo será de menos de 48 horas, dessa forma os servidores deveriam ter que definir os seu futuro até às 12 horas deste domingo.

No nosso entendimento deixar apenas final de semana e fazer com que, desta forma, os servidores tenham somente o sábado e a manhã de domingo para tomar uma decisão tão improtante, é um prazo muito curto. Isso demonstra que Governo Municipal não está tão preocupada com as adequações de vida e de trabalho dos nossos trabalhadores; faltou neste caso, bom senso e empatia do Gestão da FMS no governo da Prefeita Elizabeth Schmidt.

O mais engraçado e contraditório é que em todas as redes socias, este é o ano da saúde, porém só da parte política e não da parte do trabalhador!

No início da noite o edital foi publicado e o pedido feito pelos trabalhadores através da Entidade Sindical não foi atendido. Isto só reforça a falta de comprometimento da gestão com os servidores uma vez que o sindicato fez um pedido do trabalhador.

A pergunta que fica é: o que mudaria para a Fundação Municpal de Saúde ao oportunizar mais dois ou três dias para que os servidores pudessem, neste mometo tão siginifativo para eles, definir seu caminho profissional mais tranquilamente?

Mais uma vez colocamos, faltou respeito e empatia por parte da gestão, os servidores não estão sendo tratados como esperavam depois de se doarem tanto ao trabalho no Pronto Socorro Municipal.

PREOCUPAÇÃO

Além de tudo isso, neste momento de fragilidade dos trabalhadores, corre a informação de que existe o risco dos trabalahadores não retornarem a este local de trabalho após essa reforma. Tudo parece que a intenção da gestão é de fazer com o Hospital Amadeu Puppi o memso que foi feito com o Hospital da Criança. 

A Direção dos Sindicato dos Servidores acredita e espera que isso sejam  apenas boatos e que o compromisso assumido com a Comissão de Servidores seja mantido.De qualquer forma a história dos servidores municipais que atuam no Pronto Socorro já foi mudada e isso está deixando muitas marcas e neste momento as marcas não estão sendo nenhum pouco positivas, a Gestão em muitas coisas está pecando muito ao longo desta gestão, porém neste em especial o sentimento dos servidores do Hospital Amadeu Puppi é de revolta, indignação, falta de valorização e, principalmente, de reconhecimento por uma vida dedicada ao AMADEU PUPPI.

Triste fim do Pronto Socorro de PG

PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE NOTÍCIAS NO WHATSAPP